Publicado por Redação em Notícias Gerais - 05/02/2013 às 16:08:12

Governo debate mudanças na tributação de fundos, diz Barbosa

O governo discute com agentes do mercado financeiro estímulo ao investimento de longo prazo no país alterando a tributação e prazos de fundos atrelados aos Certificados de Depósitos Interbancários (DI), afirmou o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, nesta terça-feira.

"Tem sido preocupação frequente do governo e de agentes do mercado financeiro a desindexação do nosso mercado da taxa de curto prazo", afirmou, acrescentando, no entanto, que não há plano já definido, nem data para lançar qualquer proposta que altere os fundos DI. "A discussão é se é necessário e aconselhável fazer algum estímulo ou penalização sobre fundo de investimento para promover uma menor indexação desses fundos de DI. Tem proposta de mudar tributação, de adequar prazos", afirmou o secretário-executivo.

A lógica do debate, segundo Barbosa, é que fundos de investimento DI tem tributação de Imposto de Renda regressiva conforme o prazo que o investidor mantém os recursos aplicados. Mas, apesar disso, o fundo não é de longo prazo, já que ele trabalha com a correção no "overnight".

Isso significa que, mesmo que um investidor mantenha o recurso por 10 anos, esse fundo carrega um papel de curtíssimo prazo. Por outro lado, um investimento, atrelado, por exemplo, a infraestrutura, mesmo que o aplicador mantenha o recurso apenas seis meses, o fundo aplica em papéis de longo prazo. "O que nos sugerem é fazer o contrário: tributar a partir do perfil de aplicação do fundo", disse. Por essa lógica, fundos DI mesmo de longo prazo, seriam tratados como de curto prazo.

Barbosa minimizou, no entanto, o debate. "Não tem nada para ser adotado de forma iminente, qualquer coisa que for adotada, será, como já foi feito, amplamente discutido com o mercado. E, se for adotada, vai ter prazo de transição para todo mundo se adaptar", disse.

O secretário reuniu-se com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Valmir Campelo, para apresentar a proposta do governo de estatizar o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). A ideia do governo é finalizar os planos de desestatização até o fim de março. Mas ainda depende de pareceres do TCU, do Banco Central, do Cade e da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

O governo quer que o IRB seja controlado pelo setor privado para aumentar a capacidade de resseguros do instituto dos atuais R$ 15 bilhões para cerca de R$ 50 bilhões.

Fonte: Terra


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

BC: previsão de crescimento do PIB despenca para 1,6% em 2012

O Banco Central reviu nesta quinta-feira a previsão de crescimento da economia brasileira para 2012, que passou de 2,5% em junho para apenas 1,6% em setembro.

Notícias Gerais, por Redação

Bom humor na Europa contagia bolsa brasileira

Sem referência das bolsas nos Estados Unidos, fechadas por causa do feriado do Dia do Trabalho, o Ibovespa se manteve no campo positivo, puxado pelo bom humor na Europa.

Notícias Gerais, por Redação

Governo elabora proposta de criação de fundo anticrise com recursos do FGTS

O governo deu aval à elaboração de uma proposta para a criação de um fundo de proteção ao emprego financiado com parte dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Notícias Gerais, por Redação

Governo registra superavit de R$ 1,78 bi em maio

O governo central (composto pelo Tesouro Nacional, Banco Central e INSS) registrou superavit primário de R$ 1,78 bilhão em maio, o que representa uma queda de 15,7% em relação a abril, quando o superavit foi de 11,2 bilhões.

Deixe seu Comentário:

=