Publicado por Araujo em Previdência Corporate - 13/12/2010 às 18:02:11

Um amanhã mais seguro

Jornal do Commercio RJ

Os problemas que o governo enfrenta para sanar o déficit da Previdência Social, cuja previsão para 2010 é de R$ 44,5 bilhões, dão a dimensão do quanto a previdência privada no Brasil tem espaço para crescer. À medida que as cerca de 90 milhões de pessoas economicamente ativas do País constatarem que a aposentadoria garantida pelo governo não será suficiente para manter seu padrão de vida considerado de classe média, os planos de previdência complementar ampliarão ainda mais sua participação na economia. Atualmente, os fundos de pensão, que são uma forma de previdência complementar, já têm seu papel de destaque na economia, sendo os maiores investidores do País. Para entender o funcionamento dos fundos de pensão, é preciso compreender os diferentes tipos de previdência complementar, que se dividem em dois grupos - previdência aberta ou previdência fechada.

A aberta, como o nome sugere, é disponível para qualquer pessoa que queira investir em seu próprio futuro. Ela é oferecida como produto financeiro pelos bancos e seguradoras. Nela, o cliente faz aportes mensais para no futuro fazer a opção de ou resgatar o valor poupado ou viver de um "salário" garantido pela instituição financeira durante sua aposentadoria. A previdência fechada, que são os fundos de pensão, funcionam com a mesma lógica de acumulação, mas os planos são restritos a grupos específicos de pessoas, como funcionários de uma empresa ou integrantes de um sindicato, por exemplo. No Brasil, o maior fundo de pensão é o dos funcionários do Banco do Brasil (Previ), que conta com mais de 184 mil contribuintes e um patrimônio administrado de cerca R$ 145 bilhões. Para garantir que no futuro tenham dinheiro para pagar aposentadoria para todos seus contribuintes, os fundos de pensão têm de fazer escolhas de investimento que apresentem rendimento suficiente para bancar seus futuros dependentes.

Devido ao grande volume de recursos administrados e a necessidade de rendimentos robustos, os fundos de pensão são os maiores investidores do País, tendo em carteira desde investimentos em imóveis e em renda fixa até aportes em participações em empresas e projetos de infraestrutura. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), os fundos de pensão respondem por 17% do Produto Interno Bruto (PIB). Especialistas afirmam que cada vez mais o brasileiro está ciente de que o governo não dará conta de pagar uma aposentadoria considerada justa para todos que contribuem com a previdência social. Nesse sentido, o melhor momento para adquirir um plano de previdência complementar é assim que a pessoa entra no mercado de trabalho, entre 20 e 30 anos. "As pessoas têm de entender que, quanto mais cedo começarem a contribuir, maior será a importância acumulada.

Acho que o momento ideal para começar a contribuir é exatamente quando a pessoa der entrada no mercado de trabalho. Se houver possibilidade de fazer isso antes, melhor ainda", afirma o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Marco Antônio Rossi. Ele explica que a melhora da economia brasileira, que resultou no aumento de renda da população e na maior geração de empregos, é a principal motivação para que as pessoas busquem ainda mais adquirir planos de previdência complementar. A previsão da Fenaprevi é que o ano se encerre com contribuições de R$ 44 bilhões. Outro grande motivador para o aumento da procura por previdência privada, na opinião do especialista sobre o assunto da Fundação Getúlio Vargas, Istvan Kasznar, é a taxa de crescimento da população, que está em declínio. Isso significa, explica ele, que no futuro haverá mais aposentados e menos contribuintes com a previdência social.

O que dificultaria ainda mais a situação já claudicante do sistema público de previdência. "Temos um taxa cada vez menor de entrantes na previdência social, o que poderá agravar ainda mais a situação de déficit. Nesse sentido, as pessoas têm que entender que faltará capacidade ao Estado de garantir aposentadoria considerada digna a todos os brasileiros", diz.


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