Publicado por Redação em Notícias Gerais - 22/08/2011 às 15:17:32

Investidores iniciam a semana com o foco voltado para eventos de sexta-feira

SÃO PAULO – Após uma semana de desempenho negativo dos principais índices acionários ao redor do globo, a atenção dos investidores deve continuar focada no cenário externo, uma vez que os EUA divulgarão na sexta-feira (26) a segunda prévia para o PIB (Produto Interno Bruto) para o período de abril a junho deste ano, mesma data na qual ocorrerá o discurso do presidente do Federal Reserve.
 
Tal fala de Ben Bernanke acontecerá no simpósio anual de Jackson Hole, no qual há a expectativa pela adoção de um novo programa de alívio quantitativo, assim como ocorreu há um ano.
 
Alívio quantitativo?
“(...) porém se considerarmos os mais recentes dados de inflação nos EUA e uma série de dados econômicos apontando para uma leve reversão das perdas do segundo trimestre, não há cenário para um programa de recompra de títulos neste momento”, escreve Jason Vieira, analista da Cruzeiro do Sul Corretora.
 
“O mais provável é que a ocasião seja usada para dizer que se trata de uma possibilidade, à semelhança do que consta do último comunicado pós-FOMC, evitando-se caracterizar um anúncio de política”, complementa a equipe da MCM Consultores Associados.
 
Segundo Vieira, a atuação ideal do governo norte-americano seria a adoção de medidas “mais diretas ou macroprudenciais para estímulos pontuais a áreas intensivas de mão de obra, o que poderia surtir um efeito de médio prazo melhor do que a injeção de liquidez na economia”.
 
Deste modo, “crescentes apostas de uma desaceleração mais pronunciada da economia norte-americana, acompanhada por sinais ainda não favoráveis dos líderes europeus, seguirão deprimindo os mercados ao longo desta semana na espera do discurso do Bernanke na sexta-feira”, revela o boletim diário do Bradesco.
 
Projeção menor para o PIB
No entanto, no front interno os investidores também poderão avaliar alguns dados, como o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, no qual revisou para baixo o crescimento econômico brasileiro – de 3,93% para 3,84% -, ao passo que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi revisto de 6,26% para 6,28%.
 
“Assim, por ora, mantemos a nossa projeção de crescimento [3,70%], com a indicação de uma possível revisão para baixo após a divulgação dos dados oficiais do IBGE para o PIB do segundo trimestre”, escreve Flávio Combat, economista da Concórdia, em relatório.
 
Além do mais, o Banco Central divulga nesta semana uma série de documentos sobre suas operações, como a Nota de Mercado Aberto, publicada nesta segunda-feira e que indicou a redução de 4,08% da dívida pública mobiliária federal em junho frente ao mês anterior, para R$ 1,66 trilhão. No decorrer da semana a instituição divulgará as notas do setor externo, de política monetária e operações de crédito e da política fiscal.
 
Fonte: web.infomoney.com.br | 22.08.11

Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Por que economia não vai deixar relaxar nas férias de julho

Para o Banco Espírito Santo, com as perspectivas de crescimento ainda patinando, parece complicado haver uma perspectiva de melhora no curto prazo

Notícias Gerais, por Redação

Bolsas da Ásia seguem NY e sobem com esperança por Grécia

As Bolsas de Valores asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, atingindo a máxima em mais de cinco meses, com os investidores mantendo vivas as esperanças de que haja um acordo sobre os detalhes do novo programa de ajuda externa à Grécia, apesar dos atrasos.

Notícias Gerais, por Redação

Dólar opera em queda nesta terça, após estabilidade da véspera

O dólar opera em leve queda nesta terça-feira (27), em linha com os mercados no exterior, que reabriam após os feriados de Natal.

Notícias Gerais, por Redação

G20 precisa retomar cooperação para combater crise, diz chefe do FMI

Em um momento em que crescem os riscos à economia mundial, a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, disse nesta quinta-feira, em Washington, que os países do G20 (grupo das maiores economias avançadas e emergentes, do qual o Brasil faz parte) precisam retomar seu espírito de cooperação.

Notícias Gerais, por Redação

Em sessão tensa, dólar alcança R$ 1,83 mas Bovespa mantém alta

A apreensão dos participantes do mercado com a economia mundial já pressiona o dólar comercial para novos patamares recordes neste ano: às 11h34 (hora de Brasília), a divisa americana era negociada por R$ 1,839, em forte alta de 2,79% sobre a cotação do fechamento de ontem

Deixe seu Comentário:

=