Publicado por Redação em Notícias Gerais - 13/07/2011 às 16:45:47

Fusão entre Perdigão e Sadia gera divergências sobre preços e demissões

SÃO PAULO – Em meio à expectativa do julgamento do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sobre a fusão entre Sadia e Perdigão, que deve ocorrer nesta quarta-feira (13), a partir das 10h, opiniões opostas sobre os efeitos dessa operação foram apresentadas na Comissão de Defesa do Consumidor na última terça-feira (12).
 
Para o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), de acordo com a Agência Câmara, a operação fortalecerá o mercado interno e aumentará o volume das exportações. Em contrapartida, o deputado Reguffe (PDT-DF) defende que a fusão deverá gerar alta nos preços e o fechamento de postos de trabalho.
 
“No segmento de massas, por exemplo, a Brasil Foods deve dominar 88% do mercado. No de carnes congeladas, 70%. Qualquer entendedor básico de economia sabe que, quando você concentra mercado, reduzindo a concorrência, aumenta o preço ao consumidor no futuro”, defende.
 
O vice-presidente de Assuntos Corporativos da Brasil Foods, Wilson de Melo, argumentou que a concentração de mercado é limitada a alguns produtos com pouca penetração no mercado nacional, como o de massa previamente pronta. Além disso, a concorrência existente hoje já seria suficiente para barrar os preços.
 
“Pode não haver concorrência hoje do mesmo tamanho da Brasil Foods, mas isso não significa que a concorrência atual não nos impeça de cometer erros em relação aos consumidores, como, por exemplo, subir os preços”, garantiu.
 
Postos de trabalho
O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) ainda lembrou que a tendência é que a fusão gere demissões. “Essa é a prática em qualquer processo de fusão de empresas”, afirma.
 
Porém, Leandro Vilela (PMDB-GO) discordou ao dizer que o grupo vem gerando novos postos. Segundo dados apresentados por Melo, foram 6 mil novas vagas abertas em janeiro deste ano. No total, a Brasil Foods emprega 320 mil pessoas direta e indiretamente. “A situação atual é contrária. Temos até dificuldade em preencher postos”, aponta.
 
Brasil Foods e os acordos
A Brasil Foods foi criada em maio de 2009 com a compra pela Perdigão dos ativos da Sadia que, na época, estava endividada.
 
O processo até hoje não foi analisado pelo Cade. O julgamento até começou em junho deste ano, mas foi suspenso por um pedido de vista após o voto do relator Carlos Ragazzo contra a fusão. Ainda faltam quatro votos para o término da votação.
 
Para evitar a reprovação da fusão e um possível processo judicial, nos últimos meses o Cade e a Brasil Foods realizaram reuniões para acordar algumas medidas.
 
Entre as propostas da empresa estão a venda de fábricas e centros de distribuição, e a alienação de marcas controladas pela companhia. A ideia é convencer o Cade de que as medidas vão fortalecer algum concorrente do setor alimentício no mercado interno.
 
Fonte: web.infomoney.com.br | 13.07.11

Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Saiba como receber pagamentos de empresas sem filial no País

Trabalhos temporários no exterior ou para empresas fora do Brasil são práticas cada vez mais comuns entre os brasileiros. A habilidade com diferentes idiomas abre portas para quem quer trabalhar em outro país ou até mesmo fazer um trabalho para uma empresa estrangeira da sala de estar de sua casa.

Notícias Gerais, por Redação

Brasil é menos afetado pela crise externa, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira que, apesar dos problemas externos, o Brasil ainda é um dos países menos afetados pela crise, pois depende menos dos mercados externos comparativamente a outros países emergentes.

Notícias Gerais, por Redação

Nelson Barbosa diz que Brasil crescerá pelo menos 4% em 2012

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, classificou de "pessimistas" as estimativas de crescimento para o Brasil ao redor de 3,5% no ano que vem.

Deixe seu Comentário:

=