Publicado por Redação em Notícias Gerais - 23/05/2012 às 09:45:52

Greve deixa operação parcial no metrô de SP; linhas da CPTM param

A greve dos metroviários, iniciada à 0h desta quarta-feira, faz com que as linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha do metrô de São Paulo operem parcialmente. As linhas 5-lilás e 4-amarela funcionam normalmente, mas com velocidade reduzida.

Segundo o Metrô, a linha 1-azul opera entre as estações Ana Rosa e Luz, a linha 2-verde opera entre a Ana Rosa e Clínicas, e a linha 3-vermelha funciona entre as estações Bresser-Mooca e Santa Cecília --todas com velocidade reduzida e maior intervalo de espera.

As operações em todos esses trechos começaram atrasadas em decorrência da greve. Normalmente elas começam às 4h30, mas hoje os primeiros trens só deixaram as estações depois das 5h: a linha 5 começou às 5h10, seguida da linha 2 às 5h20, linha 1 às 5h30 e linha 3 às 6h17.

Segundo o Metrô, a operação está sendo realizada com funcionários que não aderiram à greve e com seu quadro administrativo, que foi deslocado e está atuando nas estações e bilheterias.

Em nota, o Sindicato dos Metroviários afirma que o Metrô está tentando operar o sistema "de forma precária, utilizando o seu quadro de supervisores, que não são completamente habilitados para as funções exigidas. Essa é uma política irresponsável da empresa que coloca em risco, inclusive, a segurança dos usuários".

Os metroviários decidiram entrar em greve na noite de ontem após audiência realizada com mediação da Justiça do Trabalho. Segundo o sindicato da categoria, cerca de 2.000 pessoas votaram pela greve. O Metrô ofereceu aumento real de 1,5% e 4,15% de correção, enquanto os funcionários pedem 5,37% de correção e 14,99% de aumento real.

Após a audiência no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região), a desembargadora Anélia Li Chum decidiu que os funcionários devem manter 100% do efetivo nos horários de pico (das 5h às 9h e das 17h às 20h) e 85% nos demais horários --decisão que não será cumprida, segundo o sindicato.

Em caso de descumprimento, o sindicato terá que pagar multa diária de R$ 100 mil.


CPTM

As linhas 11-coral e 12-safira da CPTM também estão paradas nesta quarta-feira. As duas linhas ligam o centro de São Paulo a cidades da região metropolitana, passando pela zona leste. A categoria quer reajuste salarial superiores a 6,17% --valor oferecido pela CPTM-- e o aumento no vale refeição, entre outros pontos.

Com a paralisação, a SPTrans acionou o Paese, com ônibus extrar para atender os passageiros dessas linhas. Para atender a linha 1-coral há 30 ônibus operando entre as estações Brás e Guaianases. Já na linha 12-safira, há 30 ônibus entre o Brás e o Itaim Paulista.

Os funcionários das linhas 8-diamante e 9-esmeralda, também da CPTM, decidiram entrar em estado de greve, o que significa que a partir de hoje eles usarão coletes e distribuirão material informativo sobre a possibilidade de greve.


Fonte: uol.com.br


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Otimismo do brasileiro sobe em junho, aponta Ipea

O otimismo das famílias brasileiras em relação à realidade socioeconômica do país subiu em junho para 68,5. O valor é superior ao apurado em junho de 2011 (64,1 pontos).

Notícias Gerais, por Redação

Profissionais de até 30 anos trabalham melhor quando são desafiados

Profissionais com idade entre 20 e 30 anos trabalham melhor quando são desafiados. Ao menos, é o que aponta pesquisa realizada pela Page Personnel - empresa global de recrutamento especializado em profissionais de suporte à gestão e primeira gerência.

Notícias Gerais, por Redação

Crise econômica carece de decisões políticas definitivas, afirma Dilma

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (21) que a crise econômica internacional não foi provocada pela falta de recursos dos países, mas pela carência de decisões dos chefes de Estado para pôr um fim ao atual cenário recessivo.

Notícias Gerais, por Redação

Senado aumenta participação brasileira nas cotas do FMI

O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira, o projeto que aumenta a cota de contribuição brasileira no Fundo Monetário Internacional (FMI) de 1,78% para 2,31% - um aumento de 0,53 ponto percentual na comparação com a reforma ocorrida em 2008 no fundo.

Deixe seu Comentário:

=