Publicado por Redação em Previdência Corporate - 23/05/2013 às 15:56:27

Governo estuda plano de previdência para financiar saúde privada

O governo estuda a possibilidade de autorizar a comercialização de um plano de previdência para reforçar o financiamento da saúde privada. A informação foi repassada pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), André Longo Araújo de Melo, nesta quinta-feira (23), durante audiência pública da comissão temporária que analisa soluções para o financiamento do sistema de saúde brasileiro.

De acordo com André Longo, o esboço do VGBL Saúde, denominação que terá o plano, foi desenvolvido pela ANS em conjunto com a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Atualmente, o Ministério da Fazenda estaria avaliando o grau de isenção fiscal a ser concedida ao produto, que teria características próximas do VGBL previdenciário, que permite dedução no Imposto de Renda.
 
- É uma forma inteligente de contribuir para o pacto intergeracional [nos planos de saúde], pois o Estatuto do Idoso limita aumentos [na mensalidade] a partir dos 60 anos, que é onde cresce o impacto no setor - afirmou o presidente da ANS.
 
André Longo explicou que o usuário do plano de saúde poderá optar por sua aquisição atrelando uma parcela à mensalidade cobrada pelas operadoras. Ainda estão indefinidos, conforme acrescentou, o índice de remuneração da aplicação e se o produto terá o amparo de um fundo garantidor. A iniciativa deverá ser objeto de projeto de lei encaminhado ao Congresso Nacional.
 
Viabilidade econômica
 
A viabilidade econômica do VGBL Saúde também foi apontada pelo gerente-geral da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), Sandro Leal Alves. Segundo comentou, a ideia é que parcela das contribuições dos usuários mais jovens possa ser acumulada e remunerada para abater, no  futuro, parte da mensalidade do plano de saúde.
 
- [O beneficiário] poderá escolher se quer contribuir com mais 5%, 10%, valor que pode ser repartido com o empregador [caso dos planos empresariais] - observou Sandro Leal, ressaltando que a contribuição na faixa economicamente mais ativa vai aliviar o impacto da mensalidade na faixa menos favorecida economicamente, que reúne os idosos.
 
Ao defender a medida, o dirigente da Fenasaúde chamou atenção para a projeção de que, nos próximos 20 anos, a população com mais de 60 anos irá duplicar no país, segmento expressivo dentro do sistema de saúde suplementar. Este também é o prazo, conforme alertou, para buscar uma melhor alocação de recursos para a saúde, tendo em vista que a população economicamente ativa, responsável pelo financiamento dos idosos no sistema, vai começar a decrescer.
 
Fonte: www12.senado.gov.br

Posts relacionados

Previdência Corporate, por Redação

IR: aposentados que ganharam atrasados do INSS devem pedir novo informe

Ao menos 35 mil segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) receberam informes de rendimentos errados dos atrados em 2012 e tiveram o Imposto de Renda (IR) descontado a mais, informou o jornal Folha de S.Paulo nesta quinta-feira.

Previdência Corporate, por Redação

Previdência buscará mais título privado

Com juro baixo e exigência de prazos mais longos nas carteiras, papéis de empresas devem ganhar importância

Previdência Corporate, por Redação

Previdência privada, a conveniência na escolha pode sair caro

O mercado de planos de previdência privada cresce ano após ano. Contudo, um fato que salta aos olhos é a alta concentração das reservas destes planos nas seguradoras ligadas aos grandes bancos se comparadas ao volume de negócios das seguradoras independentes.

Previdência Corporate, por Redação

Previdência Social divulga reajuste e nova tabela de contribuição

O Ministério da Previdência Social divulgou na última sexta-feira (6) o valor do novo piso previdenciário de 622 reais pagos aos segurados do INSS. Para os benefícios com valor acima do piso o índice de reajuste ficou em 6,08%, conforme inflação medida pelo IBGE.

Deixe seu Comentário:

=