Publicado por Redação em Previdência Corporate | 03/08/2015 às 12:01:44

Trocar investimento em previdência por LCI e LCA é uma boa ideia?

Juliana Sitta Ue Queiroz, CFP, planejadora financeira certificada pelo IBCPF, responde a pergunta de leitor do InfoMoney

Pergunta
Tenho, por mais de 24 meses, uma aplicação de R$ 300 mil em uma previdência privada (VGBL RF10) que tem taxa de administração de 1% a.a. e que deu um rendimento de 10,57% (91,67% do CDI) nos últimos 12 meses. Gostaria de melhorar o rendimento desse valor, mantendo o investimento em renda fixa. Investir em LCI ou LCA  seria uma boa troca de aplicação? E qual o valor mínimo pago pelo LCI, ou LCA, em que essa troca valeria a pena?

Leitor: Reginaldo

Resposta de Juliana Sitta Ue QueirozCFP, Planejadora Financeira Certificada pelo IBCPF
Prezado Reginaldo,

Antes do resgate de sua previdência, deve-se levar em conta o objetivo e prazo de seu investimento. No caso do VGBL, é uma modalidade de investimento que deve ser vista no longo prazo em função dos custos relacionados à aplicação, tanto do carregamento (% pago no ato da aplicação) quanto da administração do fundo. Outro ponto importante é saber por qual o regime de tributação você optou:

  • tabela regressiva definitiva: (começa em 35% e a cada dois anos cai para 30%, 25%, 20% 15% e 10% sucessivamente). Considerando a tributação regressiva, hoje com 24 meses de aplicação a tributação do seu investimento seria de 30% sobre a rentabilidade, 15% a mais do que um outro investimento em renda fixa acima de 2 anos;
  • tributação progressiva: onde a tributação sobre a rentabilidade é levada para a sua declaração anual e a rentabilidade final dependerá de sua renda e abatimentos em seu IRPF.

Em relação às LCIs/LCAs, são títulos que possuem como principais atrativos a isenção de imposto de renda, portanto a taxa contratada no ato da aplicação será a taxa líquida de seu investimento e proteção do Fundo Garantidor de Crédito de até R$ 250.000,00 por CPF. No entanto, são investimentos de prazos mais curtos.

Se o seu horizonte de investimento for realmente o longo prazo e o objetivo for a aposentadoria, uma boa alternativa seria a aplicação em Títulos do Tesouro indexados ao IPCA (índice oficial de inflação), pois garantem o poder de compra do seu dinheiro e mais uma taxa de juros pré-definida no momento da compra (hoje superiores a 6% a.a.).

Os Títulos do Tesouro possuem baixo risco de crédito, liquidez diária e rentabilidade atrativa. O imposto de renda sobre a rentabilidade é decrescente de acordo com o prazo da aplicação, sendo a alíquota mínima de 15% após dois anos. O custo anual sobre o valor investido é de 0,30%a.a. pagos a BM&F Bovespa mais taxa de custódia paga à corretora.

Importante ressaltar que o ideal é definir o prazo antes de investir, pois se estes títulos não forem levados até a data de seu vencimento e forem vendidos a mercado, poderão apresentar oscilação à taxa contratada.  

Juliana Sitta Ue Queiroz, é planejadora financeira pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). 

Fonte: Infomoney


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