Publicado por Redação em Previdência Corporate - 08/08/2011 às 13:42:07

Empresários esperam redução de juros do Copom para se proteger da crise

SÃO PAULO – Para combater os impactos da crise financeira internacional sobre o Brasil, o presidente do Conselho Empresarial da América Latina, Ingo Plüger, aposta em medidas como a redução da taxa de juros pelo Copom (Comitê de Política Monetária). O assunto deverá ser abordado na próxima reunião com o Comitê, cuja data ainda não foi divulgada.

Outras iniciativas mencionadas por Plüger nesta segunda-feira (8) também fazem parte da iniciativas de urgência que os empresários esperam que o governo adote, como as negociações em favor da reforma tributária e a distribuição dos recursos provenientes do pré-sal.

“Não tem como imaginar que não vamos sofrer os impactos da crise. Os preços dos produtos receberão os efeitos, assim como a taxa de juros também. É preciso reagir”, diz Plüger à Agência Brasil. Para ele, o BC (Banco Central) e o governo têm reagido com agilidade em um curtíssimo tempo. “A expectativa é que o BC abaixe os juros e o governo defina por mais medidas de incentivos”, informa.

Defesa brasileira
De acordo com a Agência Brasil, Plüger avalia o momento como ideal para que o governo adote medidas referentes à reforma tributária e incentive também a competitividade do empresariado. “O momento da crise é o ideal para a reação. A situação é de prudência e ação”, explica.

Hoje, exatamente como na última sexta-feira (5), as bolsas asiáticas voltaram a registrar fortes quedas. Nem mesmo os anúncios feitos por países do G7 (grupo dos mais industrializados e desenvolvidos do mundo) e pelo Banco Central Europeu acalmaram o mercado financeiro na Ásia e Europa.

Para se ter uma ideia, o índice Nikkei, do Japão, caiu 2,4%, enquanto a Bolsa da Coreia do Sul teve queda de 5%, e Hong Kong, de 4%. Segundo a Agência Brasil, os investidores estão preocupados com as perspectivas de crescimento global e com a questão da dívida dos Estados Unidos e Europa.

Banco Central Europeu
No domingo (7), o Banco Central Europeu  informou que irá "implementar ativamente" um programa de compra de títulos de países da zona do euro para evitar mais turbulências no mercado financeiro. Mesmo sem citar os países, é sabido que o comunicado se direcionava à Espanha e Itália.

Contudo, Plüger advertiu que, apesar dos esforços do Banco Central Europeu e os anúncios do G7, esta será uma semana difícil. “Teremos que aguardar e observar as reações às medidas e aos movimentos das Bolsas de Valores e das moedas”, disse ele.

Para ele, os limites já estão sendo testados. “O momento não é fácil. Como estamos interligados nesta grande família financeira, temos de estar todos atentos. No caso do Brasil, como disse o ministro Guido Mantega [da Fazenda], estamos navegando mais ao lado do que no meio desta crise”, disse Plüger.

Fonte: www.infomoney.com.br - 08.08.2011


Posts relacionados

Previdência Corporate, por Redação

IR: veja alguns dos erros mais comuns que levam à malha fina

Não é só sonegação que faz contribuintes caírem na malha fina. Erros ao lançar dados na declaração anual de ajuste do Imposto de Renda também podem fazer com que o contribuinte tenha de prestar ainda mais contas ao Fisco.

Previdência Corporate, por Redação

Fator previdenciário muda para melhor pela primeira vez na história

Pela primeira vez desde quando entrou em vigor, em dezembro de 1999, o fator previdenciário, índice aplicado no cálculo das aposentadorias, irá mudar para melhor.

Previdência Corporate, por Redação

Fórum debateu oportunidades para previdência

O Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência, promovido pela FenaPrevi com apoio da CNseg, chegou à sua sexta edição suscitando o debate sobre novos segmentos para a expansão do mercado, mídias sociais, educação financeira,

Previdência Corporate, por Redação

Governo e servidores estaduais discutem plano de previdência complementar

Também está sendo discutida entre Governo e servidores a implantação de um plano de previdência complementar. A adesão deve ser opcional para os novos servidores, já que a contribuição é de 30 anos para mulheres e 35 para homens,

Previdência Corporate, por Redação

A Reforma da Previdência na mira do governo

Em 2011 muitos eleitores de Dilma Rousseff puderam constatar o estelionato eleitoral cometido pelo PT nas eleições de 2010.

Previdência Corporate, por Redação

Emendas parlamentares para construção de agências da Previdência Social somam R$ 60 mi

O valor total das emendas individuais destinadas à construção de agências da Previdência Social (APS), apresentadas por deputados federais e senadores ao Orçamento da União de 2012, chegou a R$ 59,8 milhões.

Deixe seu Comentário:

=