Publicado por Redação em Notícias Gerais - 22/07/2016 às 10:19:14

Tesouro capta US$ 1,5 bilhão no exterior com juros mais altos em sete anos

O Tesouro Nacional captou US$ 1,5 bilhão de investidores norte-americanos e europeus com taxa de juros de 5,875% ao ano. O dinheiro veio da emissão de títulos da dívida externa com vencimento em fevereiro de 2047, feita hoje (21). A taxa da operação foi a maior para esse tipo de papel em sete anos.

Por meio do lançamento de títulos da dívida externa, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores internacionais com o compromisso de devolver os recursos com juros. Isso significa que o Brasil devolverá o dinheiro daqui a 31 anos com a correção dos juros acordada, de 5,875% ao ano.

Taxas mais altas de juros indicam maior grau de desconfiança dos investidores de que o Brasil não conseguirá pagar a dívida. Com os sucessivos rebaixamentos sofridos pelo país, que perdeu o grau de investimento (selo de bom pagador), os estrangeiros passaram a cobrar juros mais elevados para comprar os papéis brasileiros.

A última vez em que o Tesouro tinha lançado papéis externos de 30 anos tinha sido em julho de 2014. Na ocasião, o governo brasileiro captou US$ 3,55 bilhões com papéis com vencimento em 2045, pagando juros de 5,131% ao ano.

A taxa obtida na emissão de hoje é a mais alta para títulos em dólares de 30 anos desde julho de 2009, quando o Tesouro tinha conseguido captar US$ 525 milhões pagando 6,45% ao ano de juros.

A taxa do título brasileiro foi 357,2 pontos maior que a dos títulos do Tesouro americano, de 20 anos. Na emissão de dois anos atrás, a diferença estava bem menor: 187,5 pontos. Os títulos norte-americanos são considerados os papéis mais seguros do mundo. Segundo o Tesouro, a demanda superou a oferta, mas o órgão não informou o número.

Os recursos captados no exterior serão incorporados às reservas internacionais do país em 28 de julho. De acordo com o Tesouro Nacional, as emissões de títulos no exterior não têm como objetivo principal reforçar as divisas do país, mas fornecer um referencial para empresas brasileiras que pretendem captar recursos no mercado financeiro internacional.


Fonte: Agência Brasil


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Copom deve subir juro para 8,5% ao ano nesta quarta, esperam analistas

Juro maior busca controlar inflação e pode aliviar pressão sobre o câmbio. Entretanto, também pode ter impacto no crescimento da economia brasileira.

Notícias Gerais, por Redação

Canadenses vêm ao Brasil buscar interessados em trabalhar no país

O governo da província (Estado) de Québec, no Canadá, promove nesta semana no Brasil palestras em busca de interessados em imigrar para a região. Os canadenses afirmam que a ação visa encontrar profissionais para trabalhar na província, cuja maior cidade é Montreal.

Notícias Gerais, por Redação

Mercados avançam, ainda com esperança de ação do BCE

As especulações dos investidores em relação a um possível anúncio de novas medidas de estímulo à economia da Zona do Euro pelo Banco Central Europeu (BCE) estão segurando as bolsas do mundo em campo positivo.

Notícias Gerais, por Redação

Governo decide apoiar mudança no indexador das dívidas dos Estados

Na tentativa de acabar com a guerra fiscal entre Estados para a atração de importações e estimular os investimentos, o governo federal anunciou nesta quinta-feira (5)

Notícias Gerais, por Redação

Mercado corta previsão para inflação deste ano, diz Focus

O mercado financeiro reduziu suas previsões para a inflação neste ano e nos próximos 12 meses, mas elevou ligeiramente a estimativa para a alta dos preços em 2013, mostrou o relatório Focus do Banco Central nesta quarta-feira.

Notícias Gerais, por Redação

Superavit da balança comercial atinge US$ 23,6 bi no ano

A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 572 milhões na primeira semana de outubro, elevando o saldo acumulado no ano para US$ 23,606 bilhões --81,2% acima do registrado no mesmo período de 2010.

Notícias Gerais, por Redação

Programa do BNDES de incentivo à exportação receberá R$ 6,7 bi

O CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu nesta quarta-feira, em reunião extraordinária, aumentar em R$ 6,7 bilhões o volume de recursos para Revitaliza --programa do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de incentivo a investimentos e exportações.

Deixe seu Comentário:

=