Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 10/03/2011 às 18:25:08

Preço de medicamentos será reajustado de 3,5% a 6%

Este é o maior porcentual de aumento desde 2006.

Governo vai reajustar os medicamentos com preços controlados de 3,54% a 6,01%, dependendo da categoria a que pertencem, a partir do dia 31. Será o maior porcentual de aumento desde 2006. A resolução foi publicada na última quarta-feira (09) pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) no Diário Oficial, com normas para o aumento.

Os novos preços terão de ser mantidos até março de 2012. As regras valem para cerca de 20 mil itens do mercado farmacêutico, como antibióticos e remédios de uso contínuo. Segundo a medida, os medicamentos de alta concorrência no mercado, fitoterápicos e homeopáticos não estão sujeitos aos valores determinados pela CMED - seus preços podem variar de acordo com a determinação do fabricante.

A resolução publicada ontem não define os porcentuais do reajuste. Assinada em 28 de fevereiro, ela apresenta o fator de produtividade, que é levado em consideração para fazer o cálculo, ao lado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como o IPCA de fevereiro foi divulgado no dia 4, é possível saber a variação dos porcentuais. Os valores oficiais deverão ser publicados em uma nova resolução.

O cálculo de reajuste de remédios leva em conta uma série de fatores. O primeiro deles é o IPCA acumulado entre março de 2010 e fevereiro de 2011. Além disso, é observada a competitividade de determinado remédio no mercado, avaliada pelo nível de participação de genéricos nas vendas do segmento. Quanto maior a participação de genéricos nas vendas, maior o porcentual de reajuste. A composição do índice de reajuste observa também o ganho de produtividade. São fixadas três faixas de reajuste, que obedecem a esse critério. Neste ano, o aumento máximo ficará em 6,01%. O menor aumento será de 3,54%.

O reajuste de preços não é imediato. Para aplicar o aumento, empresas produtoras de medicamentos deverão apresentar à CMED um relatório informando os porcentuais que querem aplicar. O valor fixado pela CMED é o teto. As empresas podem, portanto, fixar preços menores.

Fonte: www.saudebusinessweb.com.br | 10.03.11


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Ministério da Saúde abre consulta pública sobre doenças raras

O Ministério da Saúde publicou nesta quinta-feira (11) a consulta pública do documento que estabelece diretrizes para a atenção integral e acolhimento às pessoas com doenças raras na rede pública.

Saúde Empresarial, por Redação

Saúde libera R$ 24,5 milhões para atendimento às pessoas com deficiência

O Ministério da Saúde autorizou a liberação de R$ 24,5 milhões para o atendimento de pessoas com deficiência. Os recursos são destinados a municípios de 22 estados, além do Distrito Federal.

Saúde Empresarial, por Redação

12 mitos e verdades sobre a cirurgia da obesidade

A cirurgia bariátrica e metabólica (popularmente chamada de redução de estômago) é reconhecida hoje como um método seguro e eficaz para auxiliar a perda de peso em obesos mórbidos.

Saúde Empresarial, por Redação

Deputados apresentam novos projetos para financiamento da saúde

O Congresso Nacional abriu o Ano Legislativo na tarde dessa quinta-feira (02) com sessão solene realizada no Plenário do Senado Federal. Uma das prioridades do governo em 2012, conforme afirmou a presidente Dilma Rousseff em sua mensagem, será a Saúde.

Saúde Empresarial, por Redação

Uso de energia limpa em hospitais

A aplicação, em medicina, de técnicas e conceitos de física, matemática e computação permitiram que o tratamento e a prevenção de doenças se tornassem práticas mais eficientes. Isto diminuiu o tempo de tratamento, gerando o mínimo de efeito colateral para o paciente.

Deixe seu Comentário:

=