Publicado por Redação em Dental - 28/10/2015 às 11:03:58

Intolerância à lactose pode ser a causa do mau hálito

Em caso de halitose, é possível suspeitar de intolerância à lactose e, com isso, investigar mais a fundo com exames

Problema é solucionado com restrição alimentar ou com suplementação da enzima lactase

Nos casos de intolerâncias moderadas e severas, em que a pessoa persiste consumindo alimentos ricos em lactose, um efeito adverso importante é o mau hálito. As pessoas com intolerância à lactose perdem a capacidade de digerir essa substância, que é o açúcar do leite. Isso porque seus organismos produzem uma quantidade da enzima lactase insuficiente para a digestão adequada.

Nessas circunstâncias, partículas de lactose, que deveriam ter sido quebradas em moléculas de glicose, menores e prontas para entrar na corrente sanguínea para serem utilizadas como fonte de energia por vários tecidos do organismo, não sofrem digestão normal e permanecem inteiras dentro de seus intestinos.

Essa lactose no intestino humano acaba servindo de fonte de nutrientes e energia para bactérias residentes nesse local, que liberam gases mau cheirosos ricos em enxofre como resultado final de seu processo digestivo. Assim, a pessoa pode sentir cólicas, dores e desconforto intestinal e até mesmo diarreias.

“Como o intestino é extremamente vascularizado, uma parte desses gases mau cheirosos e ricos em enxofre pode ser reabsorvida em direção à corrente sanguínea e ser eliminada via pulmonar, junto com o ar expirado (tanto pela boca quanto pelas narinas), o que causa uma halitose característica de odor fecal”, diz a presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), Maria Cecília Aguiar.

Outra causa importante para o mau hálito nesses casos são as diarreias de repetição, pois causam desidratação no organismo e esta, por sua vez, favorece a uma diminuição do fluxo salivar. “Com a diminuição da salivação, microrganismos orais se multiplicam, aumentando a formação de saburra lingual e de problemas bucais e, assim, ocorre halitose bucal”, explica.

Luz no fim do túnel

A boa notícia é que se a halitose for devido à intolerância, deve passar com eliminação do consumo de lactose ou com suplementação adequada da enzima lactase. Assim, em caso de halitose, é possível suspeitar de intolerância à lactose e, com isso, investigar mais a fundo com exames. Mas o hálito da intolerância à lactose não tem um cheiro característico, é preciso diferenciar da halitose causada por outros problemas intestinais.

Segundo a especialista, existe um exame para intolerância à lactose que mede o problema pelo hálito, por meio de um equipamento. Porém, o teste mais confiável para medir a intolerância é o exame de sangue. “Por isso, o ideal é consultar um profissional qualificado no diagnóstico e tratamento do mau hálito. No site da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), há uma listagem de profissionais no país”, afirma Maria Cecília.

Fonte: Terra Saúde Bucal


Posts relacionados

Dental, por Redação

Pesquisa revela que 27% dos Cirurgiões-Dentistas já sofreram furtos ou roubos

Um levantamento feito pelo Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) revela que 27,9% dos Cirurgiões-Dentistas que trabalham no estado já sofreram roubos ou furtos nos últimos cinco anos. Segundo a pesquisa, que ouviu mil profissionais da área, 19,2% já sofreram algum furto e 8,7% foram roubados. Os Cirurgiões-Dentistas vítimas de arrombamento somaram em 18,4%. A pesquisa indicou ainda a subnotificação dos crimes. Entre as vítimas de furto, 31% fizeram queixa à polícia. O índice sobe para 57% entre os que passaram por arrombamentos e para 78% entre os que foram roubados. Segundo o levantamento, 43% dos entrevistados sentem-se inseguros em seus consultórios. e acordo com o CROSP, o objetivo da pesquisa é conhecer as medidas de segurança adotadas pelos profissionais para que a instituição possa orientá-los na prevenção de crimes contra a categoria. “Hoje, pelo nosso levantamento, o uso de câmeras de vídeo e de alarmes são os recursos mais tradicionais, bem como as grades de proteção”, ressalta o presidente da entidade, Claudio Yukio Miyake. Os crimes contra os Cirurgiões-Dentistas passaram a chamar a atenção em 2013, após dois casos em que profissionais foram queimados vivos em seus consultórios. Em abril daquele ano, em São Bernardo do Campo, um grupo de ladrões ateou fogo ao corpo de Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 46 anos, após constatarem que havia apenas R$ 30 na conta da Cirurgiã-Dentista. Cerca de um mês depois, Alexandre Peçanha Gaddy também foi assassinado de maneira semelhante, em São José dos Campos, interior paulista. Fonte: EBC

Dental, por Redação

Saiba quais são as vantagens da anestesia nos tratamentos odontológicos

Diversos estudos apontam que cerca de 50% da população tem algum grau de ansiedade para ir ao dentista. Barulhinho do motor e agulhas servem para o consultório estar entre o top 5 de lugares que não se quer estar. Para diminuir o mal-estar, é sempre bom saber que existem anestesias.

Dental, por Redação

Pontos pretos nos dentes...isso é cárie?

Não necessariamente. Há um "consenso" popular de que qualquer ponto ou região escura de um dente é cárie, mas nem sempre isso é verdade.

Deixe seu Comentário:

=