Publicado por Redação em Previdência Corporate - 31/10/2012 às 17:15:43

Desaposentação ajuda a ganhar mais na aposentadoria

Quem se aposenta pelo INSS, mas continua trabalhando e contribuindo, pode rever os cálculos para ganhar um pouco mais

Muita gente se aposenta, mas continua trabalhando e contribuindo para o INSS. Essas pessoas podem, se for vantajoso para elas, requerer na Justiça a chamada desaposentação, isto é, a renúncia à aposentadoria antiga para se aposentar novamente com um valor de aposentadoria maior. 

“A pessoa renuncia à aposentadoria menos vantajosa e troca, em ato contínuo, por uma mais vantajosa, aproveitando todas as contribuições para o INSS após a aposentadoria antiga”, define Guilherme de Carvalho, doutor em direito previdenciário e advogado da G Carvalho Sociedade de Advogados.

A desaposentação pode ser especialmente vantajosa para quem se aposentou por tempo de contribuição e foi penalizado pelo fator previdenciário em função da pouca idade. Ou ainda para quem requereu aposentadoria especial, concedida para pessoas que exerceram, por exemplo, profissões perigosas ou insalubres, ainda que jovens.

Desta forma, essas pessoas podem continuar trabalhando, ainda que como autônomas, e renunciar à aposentadoria antiga, passando a receber novos valores, desde que continuem a contribuir para a Previdência Social. Assim, é possível esperar para atingir a idade mínima de aposentadoria e se aposentar por idade, aumentando a renda auferida todo mês.

Para que a desaposentação valha a pena, o aposentado deve ter continuado a contribuir por valores próximos ao teto. Se a contribuição for mínima, diz Guilherme de Carvalho, provavelmente não haverá vantagem.

Não existe previsão legal para a desaposentação, e o decreto que regula a Previdência Social até prevê, no artigo 181-B, que a aposentadoria seja irreversível e irrenunciável. Contudo, de acordo com Carvalho, também não existe nenhuma proibição à revisão do cálculo, tomando como base as novas contribuições.

Assim, diz o advogado, é possível pleitear na Justiça a revisão do cálculo e a desaposentação, iniciando-se uma nova aposentadoria com valores mais altos. “A pessoa tem que provar que é aposentada, provar que contribuiu para o INSS, procurar um advogado especializado em direito previdenciário e entrar com uma ação. O INSS não aceita por via extrajudicial”, diz Carvalho.

Segundo ele, antes de passar o processo adiante, o juiz verifica os cálculos para ver se os novos valores realmente são mais vantajosos para quem quer desaposentar. “É preciso demonstrar por meio de cálculos”, diz o advogado.

Não existe garantia de ganhar a causa, mas Carvalho afirma que as decisões costumam ser favoráveis. Um de seus clientes, que recebia 1.251,85 reais de aposentadoria passou a receber 2.660,77 reais na nova aposentadoria, uma diferença de 1.408,92 reais. “A renda pode dobrar ou até triplicar em alguns casos”, diz ele.

Normalmente não é pedida a devolução dos valores já pagos a título de aposentadoria, mas mesmo que isso ocorra, essa decisão é questionável na Justiça.

Fonte: exame.abril.com.br


Posts relacionados

Previdência Corporate, por Redação

Governo estuda a criação de idade mínima para o INSS

Os trabalhadores do setor privado que contam com o fim do fator previdenciário para conseguir obter uma aposentadoria de valor mais alto podem se frustrar.

Previdência Corporate, por Redação

Previdência facilita atendimento a beneficiado por acordo internacional

Os beneficiados por acordos previdenciários internacionais, brasileiros ou estrangeiros, já podem pedir o benefício em qualquer agência da Previdência Social.

Previdência Corporate, por Redação

Servidores Municipais podem ter regime próprio de previdência

Os servidores municipais de Três Lagoas querem um regime próprio de previdência. Os funcionários não querem mais contribuir com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), e sim ter a garantia de que vão se aposentar com um salário integral.

Previdência Corporate, por Redação

Previdência privada ganha fôlego no final do ano

O mercado de planos de previdência privada, tanto individual como corporativa, está passando por um período de aquecimento. Somente na última década, a previdência privada cresceu 25% ao ano, o que representou aumento do patrimônio líquido de R$ 3,09 bi para R$ 206,3 bi.

Previdência Corporate, por Redação

Brasil e Bélgica assinam termo de ajuste de acordo previdenciário

Brasil e Bélgica assinaram, nesta terça-feira, dia seis, termo de ajuste ao acordo previdenciário entre os dois países, firmado em 2009.O documento foi firmado pelo secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, e pelo embaixador da Bélgica no Brasil, Claude Misson.

Previdência Corporate, por Redação

Previdência privada: planos para menores crescem 20,43% no ano

A preocupação com o futuro dos filhos tem feito os pais planejarem o orçamento, principalmente para investir em algo que garanta tranqüilidade financeira para as crianças.

Deixe seu Comentário:

=