Publicado por Redação em Vida em Grupo - 15/10/2012 às 07:20:54

Debatedores destacam vantagens de seguro obrigatório para corretores

Os participantes da audiência pública sobre o Projeto de Lei 6332/05, do Executivo, que institui o seguro obrigatório de responsabilidade civil para corretores deseguro e de resseguro, elogiaram a proposta e consideram que ela vai fortalecer o mercado, uma vez que mais de 80% dos contratos são intermediados por esses profissionais. O debate, promovido pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), foi realizado nesta terça-feira (09).

O superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Luciano Portal Santanna, por exemplo, considera que o projeto traz mais garantias ao segurado. “Se alguma corretora, de alguma forma, lesar o consumidor, não dependeremos do patrimônio ou da boa vontade da corretora em indenizá-lo, pois teremos um seguro para pagar o valor devido”, destacou.

Pessoas físicas

O presidente do Conselho de Ética da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados (Fenacor), Roberto Silva Barbosa, cobrou, no entanto, que o seguro obrigatório de responsabilidade civil abranja também as pessoas físicas, uma vez que o texto atual se restringe às pessoas jurídicas.

Barbosa defendeu, porém, que a obrigatoriedade da contratação do seguro de responsabilidade civil não seja aplicada ao corretor pessoa física se ele atuar,

exclusivamente, como sócio responsável técnico ou acionista de sociedade corretora de seguros ou resseguros, “evitando-se que o corretor de seguros tenha de contratar essa modalidade de seguro tanto na pessoa física quanto na jurídica”.

O dirigente da Fenacor cobrou ainda um monitoramento “mais efetivo” por parte da Susep na fiscalização dos contratos de seguro de responsabilidade civil.

Diante dessa proposta, Luciano Santanna disse que a superintendência não tem estrutura capaz de realizar a fiscalização e sugeriu que essa responsabilidade seja atribuída às seguradoras, que exigiriam dos seus corretores a demonstração da contratação dos seguros obrigatórios.

Relatório

O relator da proposta na CCJ, deputado Armando Vergílio (PSD-GO), anunciou que pretende apresentar seu relatório ainda neste mês e destacou que a proposta tem “três colunas” fundamentais.

A primeira, segundo ele, é dar mais proteção ao consumidor. “É inimaginável que o corretor de seguros, que vende o produto, não seja protegido em suas operações. Isso está em desacordo com o que é praticado no mundo desenvolvido”, declarou.

A segunda vantagem da proposta seria aumentar a credibilidade do mercado brasileiro de seguros. Já a terceira “coluna” seria definir um “disciplinamento ético para a categoria de corretores”, uma vez que o profissional que não conseguisse contratar o seguro não reuniria as condições mínimas para exercer sua profissão.

Fonte: cqcs


Posts relacionados

Vida em Grupo, por Redação

Susep terá mais poderes

O projeto de lei que pretende mudar a natureza jurídica da Superintendência Nacional de Seguros (Susep) está praticamente pronto e deverá incluir novas regras para os contratos de seguros, afirmou ao o presidente da autarquia, Luciano Santanna.

Vida em Grupo, por Redação

Tendências em produtos de Vida

Cada país tem as suas características populacionais que vão influenciar diretamente no desenvolvimento de produtos de vidas, nas coberturas e nos modelos de vendas.

Vida em Grupo, por Redação

Ramo de pessoas entrará em nova etapa de crescimento, prevê presidente do CVG-SP

Em tom otimista, o presidente do CVG-SP, Osmar Bertacini, analisou a evolução e o futuro do ramo de pessoas no país, durante sua participação em Palestra do Meio-Dia da APTS, nesta quarta-feira,

Deixe seu Comentário:

=