Publicado por Redação em Notícias Gerais - 19/03/2014 às 10:48:41

Cai a intenção de consumo das famílias brasileiras

Enquanto o comércio acredita que as vendas no país vão desacelerar, o presidente do Banco Central Alexandre Tombini acredita que o crédito cresce em torno de 13% em 2014.
 
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou ontem o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) e houve um recuo de 3,3% em março na comparação com fevereiro – 125,5 pontos.
 
Já na comparação com março de 2013, houve queda de 5,1% – mais forte do que a retração de 4,2% registrada em fevereiro. Nessa base de comparação, o último resultado positivo foi em dezembro de 2012. “Alta mais forte do nível de preços no mês, manutenção de um elevado nível de endividamento e crédito mais caro mantiveram a intenção de consumo em um ritmo inferior”, explicou a CNC em nota. O relatório ressalta, porém, que o índice mantém-se acima da zona de indiferença (100,0 pontos), “indicando um nível favorável”.
 
A CNC reviu a projeção de crescimento das vendas no varejo de “em torno” de 5,0% para 5,5% no ano de 2013.
 
Todos os componentes do ICF apresentaram queda. “Mesmo estando ainda em um patamar favorável, os índices relacionados ao emprego e à renda também refletiram um menor otimismo das famílias com o mercado de trabalho”, aponta.
 
Os motivos citados como causas da queda do ICF na comparação anual são os mesmos vistos no quadro mensal: inflação, endividamento e maior custo de crédito para o consumidor.
 
A queda mensal do ICF foi puxada pelas famílias de menor renda. A intenção de consumo das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos recuou 3,5% ante fevereiro.
 
As famílias com renda acima de dez salários mínimos também apresentaram retração (–2,4%). O índice das famílias mais ricas encontra-se em 129,9 pontos, e o das demais, em 124,7 pontos, segundo o relatório da CNC.
 
Tombini. Já o presidente do Banco Central Alexandre Tombini, que participou ontem da audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, afirmou que a expectativa da autoridade monetária é que o crédito cresça em torno de 13% este ano, o que para ele significa um ritmo de expansão considerado bem sustentável.
 
“O estoque do crédito imobiliário ainda é baixo comparado a economia internacionais e o crescimento nesse segmento deve ser robusto”, completou o presidente do Banco Central.
 
 
Fonte: O Tempo - BH - Contagem/MG - ECONOMIA


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Veja a repercussão da decisão do Copom de manter a taxa em 7,25%

Pela terceira vez seguida, taxa de juros é mantida na mínima histórica. Especialistas se dividem quanto à decisão, mas veem porta aberta para alta.

Notícias Gerais, por Redação

Economista dá dicas para investir quando os juros estão em baixa

Num momento de redução de juros no Brasil, as prestações de financiamentos ficam menores, mas também os ganhos de investimentos são reduzidos.

Notícias Gerais, por Redação

Rendimento médio do trabalhador cresce 4,44% em fevereiro, diz IBGE

O rendimento médio real da população ocupada cresceu 4,44% em fevereiro, no confronto com o mesmo mês de 2011, para R$ 1.699,70. Na comparação com janeiro de 2012, houve aumento de 1,19%.

Notícias Gerais, por Redação

Investimento das estatais cai 7,5% no 1º ano de Dilma

O primeiro ano do governo Dilma Rousseff marcou a quebra de uma série histórica de 11 anos seguidos de crescimento dos investimentos realizados por empresas estatais federais, informa reportagem de Breno Costa, publicada na Folha desta segunda-feira

Notícias Gerais, por Redação

Bovespa abre em alta de 0,55%; dólar é negociado a R$ 1,842

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera em alta nos primeiros negócios desta terça-feira.

Notícias Gerais, por Redação

Dólar volta para R$ 1,70 e Bovespa perde 1,83%

O pessimismo generalizado nos mercados financeiros a respeito da crise europeia derruba as principais Bolsas de Valores e alimenta uma corrida para o dólar frente às demais moedas.

Deixe seu Comentário:

=