Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 06/07/2012 às 12:25:12

Brasileiros desenvolvem vacina terapêutica contra o câncer

Células dendríticas

Uma equipe da Faculdade de Medicina da USP desenvolveu uma vacina personalizada contra o câncer.

A chave para o avanço está nas células dendríticas, componentes do sistema imunológico responsáveis principalmente pela identificação e captura de agentes estranhos presentes no corpo humano.

Em uma pessoa com câncer, a célula dendrítica não reconhece o tumor como algo estranho ao corpo e portanto, não o combate.

O princípio da vacina "é avisar ao sistema imunológico que aquilo é algo ruim para o corpo e que o sistema deve entrar na briga" explica o Dr. José Alexandre Barbuto, coordenador da pesquisa.

Vacina terapêutica

Ao contrário do que o nome sugere, a vacina não é feita para que pessoas saudáveis se protejam do câncer.

"O nome confunde muita gente, mas uma vacina não é só preventiva, ela pode ser terapêutica também, servir como alternativa de tratamento a determinada doença", afirma o pesquisador.

A vacina desenvolvida pelo Dr. José Alexandre é feita em doses únicas, específicas para cada paciente, já que, como alerta o professor, "cada câncer é único".

São retiradas células dendríticas do sangue do paciente, que carregam um marcador do tumor, e fundidas à base de choques com outras células de doadores sanguíneos saudáveis.

Pacientes terminais

A vacina terapêutica já foi testada em dois tipos de câncer: o mais agressivo de todos, que é o melanoma (câncer de pele) e o câncer de rim, normalmente em pacientes em estágio terminal.

Na maioria dos pacientes, o tumor parou de crescer, o que Dr. José Alexandre considera como um "super resultado".

Nestes pacientes terminais, a estimativa de vida mais que dobrou.

Com o avanço das pesquisas, o professor espera que, em breve, a vacina possa ser utilizada em escala maior e que ajude não só pacientes em estágio terminal, mas também em início de tratamento, para torná-lo menos sofrível e doloroso, como no caso das quimioterapias.

Neuroblastoma

Um outro tipo de câncer que há pouco tempo está sendo estudado pelo professor é o neuroblastoma, comum em crianças, cujo desenvolvimento é um pouco diferente dos demais.

Segundo Dr. José Alexandre, "é um câncer que às vezes 'sara' sozinho, mas não há cura definitiva. Opera-se, transplanta-se, e ele pode voltar".

A vacina contra o neuroblastoma é feita do mesmo modo, e é aplicada logo após a cirurgia tradicional, para não dar tempo para que o tumor volte a se desenvolver.

Como seu principal resultado é interromper o crescimento do câncer, o método tem se mostrado eficaz.

No entanto, Dr. José Alexandre lembra que "ainda não é possível comprovar os resultados, já que o método e a pesquisa são bastante recentes. É preciso esperar mais algum tempo para que tenhamos respostas mais confiáveis", afirma.

Fonte: www.diariodasaude.com.br


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Cientistas encontram molécula relacionada ao diabetes

Em pesquisa, ausência da molécula PIKfyve em camundongos mostrou-se diretamente relacionada a quadros de pré-diabetes — quando o nível de glicose já está acima do normal

Saúde Empresarial, por Redação

Vendas de farmácias crescem 12,24% de janeiro a abril

Destaque do período, segundo a Abrafarma, foram produtos de higiene e beleza

Saúde Empresarial, por Redação

Saúde libera mais R$ 40 milhões para 16 hospitais

O Ministério da Saúde destinou mais de R$ 40 milhões para serem aplicados em procedimentos de média e alta complexidade e nos serviços ambulatoriais em hospitais de nove estados e oito municípios, beneficiando 16 hospitais.

Saúde Empresarial, por Redação

Estresse profissional dobra risco de diabetes em mulheres

Mulheres que ocupam postos de trabalho de baixa hierarquia e sofrem de estresse em seu local de trabalho correm um risco duas vezes maior de sofrer de diabetes do que as que não sofrem pressão profissional, segundo estudo publicado esta semana no Canadá.

Deixe seu Comentário:

=