Publicado por Redação em Notícias Gerais - 05/09/2012 às 08:52:29

Brasil é único país do Brics a avançar em índice de competividade

O Brasil foi a única economia do chamado bloco dos Brics (formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que cresceu no Relatório de Competitividade Global 2012-2013, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. O país teve um aumento de cinco posições em relação ao ano anterior, passando para a 48ª colocação e ultrapassou a África do Sul, assumindo a segunda posição entre os Brics. Em 2011, o Brasil também já havia subido no ranking na mesma proporção em relação a 2010, passando da 58ª para a 53ª colocação.

Apesar de ter caído três posições na classificação geral, a China, que ocupa a 29ª colocação, ainda lidera o grupo. Os demais países do grupo também registraram quedas em relação ao ano passado. A Índia caiu três posições passando para 59ª colocação, a África do Sul passou da 50ª para a 52ª colocação e a Rússia desceu uma posição no ranking, passando para o 67º lugar

O ranking de competitividade é elaborado a partir de pesquisas de opiniões e percepções com 14 mil empresários em 144 países no mundo.

Brasil
O relatório de Competitividade Global destaca que o Brasil aparece agora entre as 50 economias mais competitivas do ranking, e que a melhora de posição acontece "apesar do índice de inflação de quase 7%".O estudo afirma que o Brasil melhorou nas suas condições macroeconômicas e tira proveito de ter o sétimo maior mercado interno do mundo. O país também é elogiado por seu uso cada vez maior de tecnologias da informação e comunicação e no acesso a financiamentos para projetos de investimentos.No entanto, o Brasil ocupa posições baixas na avaliação de empresários sobre eficiência do governo e confiança em políticos.

"Mas apesar destes pontos fortes, o país também enfrenta desafios importantes. A confiança em políticos é baixa (121º no ranking específico para o tema), assim como a eficiência do governo (111º), por causa de excesso de regulação governamental (144º) e desperdício em gastos (135º)."

"A qualidade da infraestrutura de transportes continua como um desafio de longo prazo que não foi abordado, e a qualidade da educação não condiz com a necessidade cada vez maior de força de trabalho qualificada."

Os esforços do Brasil para incentivar micro e pequenas empresas são reconhecidos, mas o país ainda é visto como um dos mais difíceis para novos empreendedores, com percepção de que os impostos são altos demais e provocam distorções na economia. O relatório diz que algumas percepções dos empresários não refletem necessariamente a realidade brasileira.

Sobre competitividade sustentável, "o desempenho geral relativamente bom do Brasil mascara uma série de preocupações ambientais, como desmatamento da Amazônia, com o país registrando um dos maiores índices de desmatamento do mundo. E apesar de o Brasil demonstrar um desempenho geral razoável na área de sustentabilidade social, a desigualdade enorme do país segue preocupante".

América Latina
Na América Latina, o Chile, em 33º lugar, manteve a sua liderança mesmo tendo caído duas posições e vários países latino-americanos registram avanços, como o Panamá, que foi do 49º lugar para o 40º, o México, que foi do 58º para o 53º e o Peru, que passou da 67ª para a 61ª colocação. Nas primeiras posições da tabela, pelo quarto ano consecutivo, a Suíça ocupou o primeiro lugar. E Cingapura permaneceu na segunda colocação. A Finlândia ultrapassou a Suécia, passando a ocupar o terceiro lugar.

O top ten do ranking traz ainda, por ordem, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Hong Kong e Japão. Ainda que tenha aumentado sua posição geral, os Estados Unidos seguem em queda, pelo quarto ano consecutivo, tendo perdido duas posições. Sobre os Estados Unidos, o relatório cita o aumento das vulnerabilidades macroeconômicas e aspectos do ambiente institucional do país como fatores de preocupação na classe empresarial, particularmente a pouca confiança pública nos políticos e uma perceptível falta de eficiência do governo. Mas o estudo indica ainda que o país permanece sendo uma potência global em termos de inovação e que seus mercados funcionam de forma eficaz.

Fonte: Terra


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Economia mundial deve se recuperar em 2013

A economia global deve crescer 1,3% neste ano. Essa é a expectativa foi apresentada por Marcelo Carvalho, economista-chefe do Banco BNP Paribas, segundo ele há uma perspectiva favorável para o cenário externo mas com “ riscos pelo caminho”.

Notícias Gerais, por Redação

Capitalização tem livreto para ajudar consumidor

A Federação Nacional das Empresas de Capitalização (FenaCap) lançou um conjunto de livretos que trazem os chamados poCapitalização tem livreto para ajudar consumidor

Notícias Gerais, por Redação

Governo pode estender estímulos à indústria para sustentar crescimento

Em reunião com o empreseriado brasileiro na noite da última quinta-feira (22), a presidente Dilma Rousseff garantiu que o Governo tomará medidas adicionais para estimular a produção doméstica.

Notícias Gerais, por Redação

Bolsas da Europa operam em alta após três quedas

As bolsas de valores da Europa operavam em leve alta nesta sexta-feira, após três dias de declínios, com um acordo entre a maioria dos líderes regionais num encontro da União Europeia (UE) para promover uma integração mais forte e regras orçamentárias mais rígidas.

Notícias Gerais, por Redação

Dólar fecha a R$ 1,70 e recua quase 10% em outubro

A taxa de câmbio doméstica sofreu o seu maior tombo mensal (9,46%) em mais de oito anos, ainda sem anular a disparada (18%) vista no mês anterior. Desde o início deste ano, o preço da divisa americana subiu apenas 2,28%.

Notícias Gerais, por Redação

Portaria regulamenta aumento do IPI para automóveis

O Ministério da Fazenda deve divulgar nesta segunda-feira, no "Diário Oficial da União", a portaria que regulamenta a elevação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis com menos de 65% de conteúdo nacional.

Notícias Gerais, por Redação

Brasi vai importar 1 bi de litros de etanol, diz associação

O Brasil importará 1,1 bilhão de litros de etanol anidro --que é adicionado à gasolina-- na temporada 2011/12 para atender a demanda crescente em meio a uma quebra de safra de cana no Centro-Sul

Deixe seu Comentário:

=