Publicado por Redação em Notícias Gerais - 28/02/2012 às 14:40:37

BC: queda nas taxas cobradas por bancos é determinação de Dilma

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira que a redução do spread bancário é uma determinação da presidente Dilma Rousseff. O spread - a diferença entre o valor que o banco paga para tomar dinheiro emprestado dos correntistas e os juros cobrados em empréstimos para os mesmos - dos bancos brasileiros é o maior do mundo e foi criticado em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado realizada manhã de hoje, da qual Tombini participou.

[A queda do spread] continua sendo prioridade do governo e temos trabalhado com medidas rigorosas. Reduzir o spread tem sido uma preocupação da presidenta (sic) e sob orientação dela nessa matéria nós temos trabalhado alguns tópicos importantes. Houve muito progresso desde o passado em relação ao spread de dez ou 15 anos atrás. E temos que levar em consideração que cerca de 40 milhões de pessoas ascenderam à classe média nos últimos anos. O acesso ao crédito aumentou", afirmou Tombini.

Segundo o presidente da autoridade monetária, algumas medidas serão tomadas pelo BC para reduzir o spread bancário. Uma delas, que já está em vigor, é o cadastro positivo, aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado, um rol de bons pagadores. Entre os objetivos desse cadastro, está a redução dos juros e do spread cobrado desses contribuintes.

Entre as medidas já anunciadas pelo BC, estão a redução do limite para que o BC controle as operações de crédito realizadas no sistema de R$ 5 mil para R$ 1 mil. Outra iniciativa é a liberação de R$ 30 milhões, ao longo de 2012, para pequenos bancos realizarem empréstimos. "Isso aumenta a competição entre os bancos e reduz as tarifas. Não estamos de mãos vazias nessa questão", garantiu o presidente do BC.

Spread brasileiro

De acordo com dados divulgados neste mês pelo Ministério da Fazenda, o spread para pessoa física no Brasil atingiu média de 34 pontos percentuais em 2011 - 10,07% de juros anuais quando o banco toma o empréstimo e 43,7% de juros em crédito ao consumidor. Ainda que a diferença seja alta, o Ministério da Fazenda considera que o spread para as famílias está em patamar historicamente baixo. O índice já atingiu os 60 pontos percentuais.

O governo considera, ainda, que o spread bancário para as empresas está em nível historicamente alto, atingindo 18 pontos percentuais. Segundo a Fazenda, o alto spread para as pessoas jurídicas incentiva a captação de empréstimos em bancos internacionais.

Fonte: Terra


Posts relacionados

Notícias Gerais, Revista, por Redação

De Rh para Rh | Gestão Global

Quando falamos em gestão de benefícios, logo pensamos em um plano que atenda com qualidade, não apenas os colaboradores, mas a empresa em todos os seus propósitos.

Notícias Gerais, por Redação

Capitalização registra crescimento no primeiro mês do ano

Segundo dados da FenaCap, Federação Nacional de Capitalização, o setor de capitalização encerrou o primeiro mês de 2013 registrando um crescimento no faturamento de 20,3% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando o total de R$ 1,46 bilhão arrecadados.

Notícias Gerais, por Redação

Saída de dólares supera entrada em US$ 700 mi na 1ª semana do ano

O fluxo de dólares (entrada e saída da moeda) para o país na primeira semana de janeiro foi negativo em US$ 707 milhões, informou o Banco Central nesta quarta-feira (11).

Notícias Gerais, por Redação

Falta de hábito em poupar explica captação menor da poupança

A falta de hábito do brasileiro em poupar parte dos seus ganhos, mesmo com o crescente aumento na renda verificado no País nos últimos anos, ajuda a explicar o resultado da captação em caderneta de poupança divulgado nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC).

Notícias Gerais, por Redação

Brasil está na 11ª posição com melhor estabilidade financeira

O Brasil aparece em 11ª posição com melhor estabilidade financeira entre 60 países no Índice de Desenvolvimento Financeiro, à frente de todos os países da zona do euro, dos Estados Unidos e do Japão.

Notícias Gerais, por Redação

A mão invisível do Estado (no seu bolso)

O índice mais marcante do mês até aqui foram os R$ 75 bilhões arrecadados pela Receita Federal no mês passado, R$ 5 bilhões a mais do que em setembro de 2010.

Deixe seu Comentário:

=