Publicado por Redação em Notícias Gerais - 13/06/2012 às 18:00:37

Segmento Bovespa gira R$ 163,6 bilhões em maio

O governo continuará atuando para reduzir ao máximo a volatilidade (variação excessiva) cambial, mas manterá a política de câmbio flutuante. A garantia é do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, que discutiu nesta quarta-feira com parlamentares a execução orçamentária da União na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

O Banco Central tem realizado operações no mercado financeiro para reduzir a alta da moeda americana, que ontem fechou acima de R$ 2,05. "O governo como um todo, em todas as áreas, trabalha com a ideia de não permitir volatilidade excessiva do câmbio. Esse é um trabalho que o BC faz e está na sua esfera de trabalho institucional, mas a nossa participação (do Tesouro Nacional) é de auxiliar, eventualmente", disse o secretário.

Arno lembrou que as operações do Tesouro Nacional são mais efetivas quando realizadas para a compra de dólares destinados à rolagem da dívida externa. Para ele, a preocupação do governo com a instabilidade do câmbio é um processo natural, na medida em que a crise internacional tem impacto também na economia brasileira, com diferentes efeitos.

"Temos dias melhores e dias piores, com interferências no câmbio. Estamos atuando como governo para diminuir ao máximo a volatilidade. Trata-se de uma circunstância internacional. O prognóstico é de acompanhar dia a dia. Não se tem como previamente saber como será o momento de amanhã", destacou.

O secretário não quis definir um patamar ideal para cotação da moeda americana. Segundo ele, é importante que a área econômica do governo tenha muito cuidado ao se posicionar sobre esse assunto. O problema, informou, é manter um certo equilíbrio e não sair de certos parâmetros, a fim de evitar a volatilidade excessiva, com grandes valorizações do dólar ou grandes desvalorizações.

Sobre o programa de recompra de títulos do Tesouro Nacional corrigidos pelo dólar, o secretário disse que existe um programa do governo em andamento, com parâmetros pré-estabelecidos. E o objetivo dessas operações, segundo ele, é apenas reduzir a posição de devedor do governo.

"Nós fazemos a recompra dentro de certos parâmetros, e na última operação fizemos recompra em valores expressivos, e isso vai continuar. No caso concreto, o efeito de recompra da dívida é diminuir o nosso posicionamento devedor e aumentar as reservas", enfatizou. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, os leilões de recompra este ano já ultrapassaram US$ 2 bilhões.

Fonte: Terra


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Inflação dos idosos desacelera e encerra primeiro trimestre em 1,33%

De acordo com o IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade), divulgado nesta sexta-feira (13) pela FGV (Fundação Getúlio Vargas),

Notícias Gerais, por Redação

Ibovespa Futuro se descola de mercado externo e abre em leve alta

Mesmo após a agência de classificação de risco Moodys cortar a nota de crédito de seis nações europeias, entre elas a Itália, a Espanha e Portugal, os contratos do Ibovespa Futuro com vencimento em fevereiro abriram o pregão desta terça-feira (14) com leve alta de 0,14%, negociados na BM&F aos 65.990 pontos.

Notícias Gerais, por Redação

Governo federal arrecada R$ 993 bilhões em impostos em 2011

A arrecadação de tributos federais cresceu 10,10% no ano passado, já descontada a inflação do período. Dados divulgados nesta sexta-feira (27) pela Receita Federal mostram que o total recolhido em 2011 chega a R$ 993,66 bilhões.

Notícias Gerais, por Redação

Brasil tem deficit de US$ 6,04 bi na conta corrente de dezembro

O Brasil registrou em dezembro deficit em transações correntes de US$ 6,04 bilhões, informou o Banco Central nesta terça-feira (24).

Notícias Gerais, por Redação

Morte de Gaddafi mostra que região não tolera mais ditadores, diz Obama

Em discurso na Casa Branca na tarde desta quinta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que a morte de Muammar Gaddafi mostra que a região imersa em revoltas desde o início do ano não aceita mais os governos ditatoriais de "mão de ferro" e que um "capítulo doloroso" da história da Líbia se encerrou hoje.

Deixe seu Comentário:

=