Publicado por Redação em Dental - 19/10/2015 às 11:28:30

Sabia que o primeiro teste de morfina foi com dor de dente?

A morfina é o analgésico mais eficaz para tratamento das dores dentais de alta intensidade, mas causa dependência e deve ser prescrito apenas em casos especiais

Até hoje o poderoso analgésico é usado em casos de dores severas, como problemas de canal

O alemão Friedrich Wilhelm Adam Sertürner (1783 – 1841) era aprendiz de boticário, e se interessou em desvendar o princípio ativo do ópio, usado como analgésico na época. Depois de alguns experimentos, ele fez publicações em periódicos científicos em 1806, mas com a falta de prestígio, ninguém deu muita bola para sua descoberta. Foi então que Sertüner decidiu testar a droga em si mesmo para se curar de uma dor de dente.

Com o resultado positivo dos testes em si e em crianças, o produto ganhou notoriedade e começou a ser usado em 1815. O pesquisador nomeou sua invenção de morphium, em menção ao deus grego do sono, Morfeu. Só depois de alguns anos surgiu o nome morphine, na França.

Até hoje a morfina é usada em alguns casos, como a dor de dente de origem neuro-vascular, a “dor de canal", que é extremamente violenta é de difícil resolução com simples analgésicos. “A morfina ainda é o analgésico mais eficaz para tratamento das dores dentais de alta intensidade. Contudo, esse tipo de medicação causa dependência e deve ser prescrito apenas em casos especiais”, diz o cirurgião-dentista Celso Sanseverino.

Em termos de classificação, existem três tipos de dor em relação à intensidade: fraca, moderada ou severa. O importante é o profissional saber diferenciar com muita cautela, pois a dor tem alto componente psicológico.

Por que o dente doi?

Em geral a dor está ligada à uma situação vascular, nervosa, ligamentar ou todas em conjunto. Uma das piores dores descritas é a de origem dental. “Estamos nos referindo a dor por acometimento da polpa do dente, que é composta por vasos e nervos. A cárie é a origem mais comum do problema”, afirma Sanseverino.

Analgésicos convencionais normalmente não aliviam completamente a dor nessa situação. “Essa é uma das grandes causas que levam o paciente a implorar pela extração do dente. O tratamento de eleição é o tratamento endodôntico (canal) que significa a remoção nervosa e vascular da parte interna do dente e das raízes”, explica o dentista.

A melhor forma de evitar morfina, analgésico e tratamentos é a educação. Assim, é muito importante que, desde criança, a pessoa faça consultas periódicas ao cirurgião-dentista. Nesse contexto, cria-se o hábito de cuidar da boca e ter orientações fundamentais para cada etapa da vida.

Muitas doenças se manifestam na boca em primeiro lugar, o que propicia muitas facilidades de tratamento e cura. “Atualmente, a saúde bucal começa com orientações mesmo desde antes de os primeiros dentes nascerem. Até o idoso deve ter um envelhecimento com qualidade de vida. Para isso, o cuidado permanente é a melhor e mais econômica solução”, diz Celso.

Fonte: Terra Saúde Bucal


Posts relacionados

Dental, por Redação

Entenda como funcionam os aparelhos ortodônticos

Para endireitar os dentes não tem muito jeito, aparelho fixo neles. Apesar de a tecnologia trazer opções mais discretas e quase invisíveis, os modelos tradicionais ainda são mais acessíveis e procurados pela maioria das pessoas.

Dental, por Redação

Escolha inteligente de bebidas para uma boa saúde dental

Atualmente, há um monte de bebidas para escolher quando você está com sede, de refrigerantes e energéticos a águas engarrafadas premium e cafés variados, mas será que sua bebida preferida é saudável para os dentes e gengiva?

Dental, por Redação

Visitas regulares ao dentista podem resultar em economia para idosos

A odontologia preventiva pode ajudar os pacientes idosos a manter uma boca e um corpo saudáveis.

Dental, por Redação

Vila Velha: Município oferece atendimento odontológico noturno

Para facilitar o acesso dos usuários que não têm tempo de ir ao dentista em horários comerciais

Deixe seu Comentário:

=