Publicado por Redação em Notícias Gerais - 14/09/2012 às 16:32:09

Planos coletivos querem 14% de reajuste

Os planos de saúde coletivos querem aumento médio de 14% nos contratos que mantêm com as empresas que pagam ou repassam o benefício a seus funcionários. A negociação entre as empresas é livre e a renovação acontece a cada ano. Apesar de não ter a interferência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a quem cabe definir o reajuste dos planos individuais, as operadoras de planos coletivos têm de informar à agência os índices de reajuste que pretendem atingir. São conhecidos como inflação médica.

No percentual estão incluídos os custos que cada operadora registrou com despesas com hospitais, médicos e insumos. Os planos coletivos representam 60% dos 48 milhões de beneficiários da rede suplementar. Em Pernambuco há 1,2 milhão de usuários. "Este índice reflete o que foi negociado pelas operadoras com a sua rede de atendimento. Estão nele todos os aumentos que foram repassados pelas entidades médicas e laboratórios", informa Humberto Torloni, vice-presidente de Saúde e Benefícios da Aon Hewitt, multinacional administradora de planos coletivos por adesão.

O trabalho da Aon, neste caso, foi o de compilar as informações prestadas por cada operadora de plano. "Esse foi o maior índice médio (14%) em três anos. Quem paga isso é o empresário, ou seja, é um componente de custo para as empresas. A grande maioria das companhias oferece planos de saúde aos seus funcionários e esse benefício está mais caro", resume Marcelo Borges, vice-presidente de relacionamento da Aon Hewitt.

A coordenadora da Associação Proteste dos Consumidores, Maria Ines Dolci, discorda sobre a questão de quem paga o plano coletivo. "São raras as empresas que pagam totalmente o benefício para o empregado. Geralmente são os funcionários que contribuem e, por isso, defendemos uma maior atuação da ANS nos planos coletivos, pois se o aumento for muito alto as pessoas ficam sem poder pagar pelo plano."

Segundo a Aon, três fatores fizeram a inflação médica disparar este ano. O primeiro seria a pressão dos médicos por reajustes em seus honorários. Segundo a Aon, a consulta médica, por exemplo, passou de um valor médio de R$ 42 para cerca de R$ 56, um impacto de até 3,5% no custo total dos planos de saúde. O novo rol de procedimentos da ANS, que passou a vigorar em 1º de janeiro deste ano e que trouxe obrigações como cirurgias de vídeo assistidas e exames de alta tecnologia, como angiotomografia coronariana, com outro impacto de 1,38% no total, segundo estudos da Aon Hewitt. A desvalorização do real frente ao dólar, na ordem de 17%, é outro motivo – um incremento de 4% nas despesas do setor. Boa parte dos insumos da área de saúde são importados.

"A inflação médica é medida pela alta tecnologia, são equipamentos caros. Alta tecnologia é cara no Brasil e no mundo inteiro", diz Borges. Nos EUA, a diferença entre a inflação médica e a geral ficou em 5,77 pontos percentuais. No Brasil, o IPCA acumulado de agosto (12 meses) era de 5,2%, uma diferença de 9 pontos percentuais. "Na Europa os governos estão pagando mais por saúde. A Espanha suspendeu assistência médica para imigrantes".

Segundo a Aon, três fatores fizeram a inflação médica disparar este ano. O primeiro seria a pressão dos médicos por reajustes em seus honorários. Segundo a Aon, a consulta médica, por exemplo, passou de um valor médio de R$ 42 para cerca de R$ 56, um impacto de até 3,5% no custo total dos planos de saúde. O novo rol de procedimentos da ANS, que passou a vigorar em 1º de janeiro deste ano e que trouxe obrigações como cirurgias de vídeo assistidas e exames de alta tecnologia, como angiotomografia coronariana, com outro impacto de 1,38% no total, segundo estudos da Aon Hewitt. A desvalorização do real frente ao dólar, na ordem de 17%, é outro motivo – um incremento de 4% nas despesas do setor. Boa parte dos insumos da área de saúde são importados.

"A inflação médica é medida pela alta tecnologia, são equipamentos caros. Alta tecnologia é cara no Brasil e no mundo inteiro", diz Borges. Nos EUA, a diferença entre a inflação médica e a geral ficou em 5,77 pontos percentuais. No Brasil, o IPCA acumulado de agosto (12 meses) era de 5,2%, uma diferença de 9 pontos percentuais. "Na Europa os governos estão pagando mais por saúde. A Espanha suspendeu assistência médica para imigrantes".

 Fonte: cqcs


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

BC estará "especialmente vigilante" na condução da política monetária

O Banco Central informou que a política monetária deve se manter especialmente vigilante em momento como o atual, segundo ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta quinta-feira.

Notícias Gerais, por Redação

MetLife e Curriculum firmam parceria

A partir deste mês, os mais de sete milhões de usuários da Curriculum vão contar com produtos da MetLife. Serão oferecidos serviços diferenciados que incluem coberturas como Diária de Internação Hospitalar,  

Notícias Gerais, por Redação

Propaganda eleitoral de candidatos será permitida a partir de hoje

A partir de nesta sexta-feira (6) será permitida a propaganda de candidatos que pretendem disputar as eleições municipais de 2012.

Notícias Gerais, por Redação

BC: economia acelera no 2º semestre; inflação converge à meta

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira que o crescimento da economia brasileira vai acelerar no segundo semestre, com a inflação seguindo na trajetória de convergência para a meta, de 4,5% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Notícias Gerais, por Redação

Governo negocia IR de participação nos lucros em troca de MP

O Palácio do Planalto se comprometeu com as centrais sindicais nesta quarta-feira a apresentar uma proposta final para a isenção do Imposto de Renda sobre Participação nos Lucros e Rendimentos (PLR)

Notícias Gerais, por Redação

América Latina puxa aumento no número de turistas no Brasil

Os países da América Latina sustentam o aumento do número de desembarque de turistas estrangeiros no Brasil, informa a coluna Mônica Bergamo na Folha.

Deixe seu Comentário:

=