Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 29/12/2015 às 11:37:22

Médicos rejeitam planos de saúde nos consultórios

Levantamento intitulado 'Demografia Médica', da Faculdade de Medicina da USP, revela que um quarto dos médicos brasileiros que atendem em consultórios não aceita nenhum plano de saúde; entre os fatores que estão levando médicos a só atender pacientes particulares estão maior remuneração (a consulta chega a custar dez vezes mais do que a paga pelo plano), ausência de burocracia (como prazos para pagamento impostos pelos planos), um menor número de pacientes para atender e mais tempo para se dedicar a ele

Médicos não veem vantagem em atender planos de saúde

vantamento intitulado 'Demografia Médica', da Faculdade de Medicina da USP, revela que um quarto dos médicos brasileiros que atendem em consultórios não aceita nenhum plano de saúde. Nesta última década, os especialistas passaram a se concentrar em consultórios para atender clientes de planos de saúde.

Mas com a defasagem no valor das consultas, muitos médicos deixaram os convênios e optaram pelo atendimento puramente particular. "Os 75% dos médicos que ainda atendem planos também têm reservado cada vez menos espaço na agenda para pacientes conveniados, priorizando particulares", diz o professor da USP Mario Scheffer, coordenador do estudo, em publicação do jornal Folha de São Paulo.

Entre os fatores que estão levando médicos a só atender pacientes particulares estão maior remuneração (a consulta chega a custar dez vezes mais do que a paga pelo plano), ausência de burocracia (como prazos para pagamento impostos pelos planos), um menor número de pacientes para atender e mais tempo para se dedicar a ele.

Segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o valor médio da consulta paga pelos convênios está em torno de R$ 60. As entidades médicas defendem um valor de R$ 130. Em consultórios particulares de São Paulo, os preços variam de R$ 200 a R$ 1.500.

"Muitos pacientes preferem ficar com o médico que confia e pagar a consulta. O que onera são os exames, a internação, não é a consulta", afirma Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp.

Fonte: Brasil 247


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

A fatura da exaustão: os impactos da escala 6×1 na saúde mental dos trabalhadores

A longa jornada de seis dias por semana cobra um alto preço do bem-estar dos profissionais e levanta questionamentos sobre a necessidade de revisão das condições de trabalho no Brasil. A escala de trabalho 6x1, amplamente adotada em diversos setores, tem sido alvo de intensos debates sobre seu impacto na saúde mental

Saúde Empresarial, por Redação

ANS lança Glossário Temático da Saúde Suplementar

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou a segunda edição do Glossário Temático da Saúde Suplementar, reunindo os principais termos técnicos utilizados pelo setor.

Saúde Empresarial, por Redação

Saiba como se tornar uma pessoa muito saudável

Se tornar uma pessoa saudável pode não ser uma tarefa fácil para aquelas que não dedicam tempo aos exercícios e não têm uma alimentação adequada, por mais que ela não seja alguém aparentemente gorda.

Saúde Empresarial, por Redação

SP oferece quatro cursos gratuitos para profissionais da saúde

O Instituto da Saúde, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, abriu inscrições para quatro cursos de aperfeiçoamento e atualização destinados a profissionais que trabalham na área de saúde.

Saúde Empresarial, por Redação

6 mudanças que os médicos querem

CFM lança campanha "Luto pela Saúde" neste Dia do Médico que evidencia a insatisfação da classe. Além disso, uma série atividades está prevista. Confira!

Deixe seu Comentário:

=