Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 24/10/2011 às 12:08:37

Indústria brasileira da saúde exporta US$ 338 mi

Nem mesmo a desvalorização do dólar abalou o crescimento das exportações da indústria brasileira da saúde, nesse primeiro semestre de 2011, quando o setor exportou US$ 338 milhões, um crescimento de 8% em relação ao ano passado. Em 2010, as vendas internacionais de equipamentos para a saúde representaram 13,2% do faturamento total da indústria, movimentando US$ 633 milhões. O objetivo é atingir U$ 696 milhões até o final de 2011 e U$ 1 bilhão em exportações até 2015.

No primeiro semestre, o segmento que mais exportou foi o de insumos – US$ 164 milhões -, com um crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. As melhores taxas de crescimento no período foram conseguidas pelos setores de radiologia (24% com negócios de US$ 13 milhões), equipamentos médicos-hospitalares (18% com vendas de US$ 33 milhões) e implantes (13%, com US$ 58 milhões vendidos para o exterior).

Os artigos mais exportados, neste mesmo período, foram: pensos adesivos (U$ 44 milhões), categutes esterilizados para suturas cirúrgicas (U$ 32 milhões) e válvulas cardíacas (US$ 26 milhões).

Segundo o diretor da Abimo, José Augusto Queiróz, devido a fortes investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento, o Brasil vem conseguindo conquistar novos mercados, e os nossos produtos são reconhecidos como confiáveis e por uma ótima relação custo-benefício.

Expansão

A expansão do primeiro semestre de 2011 segue a média de crescimento obtida nos últimos anos. Trata-se de um crescimento sustentável, fruto da maturidade da indústria que, para competir com os importados, investiu em inovação e tecnologia, tendo como resultado maior competitividade.

Os números positivos refletem também o sucesso da principal ação de apoio à exportação que a ABIMO mantém em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Brazilian Health Devices.

De acordo com a gerente de projetos internacionais da Abimo, Paula Portugal, há 10 anos é mantida esta parceria com a Apex-Brasil. Ela conta que  hoje o projeto atende a 145 empresas, muitas das quais não exportavam antes de participar das ações de incentivo às exportações

O crescimento das exportações nos 10 anos de projeto PSI foi de 232% e o número de países que compram produtos brasileiros passou de 40 para 180. Nesse período, a indústria brasileira preparou-se para atender a demanda externa e demonstrou flexibilidade e agilidade na produção e evolução no design, mantendo a relação custo/benefício.

Depoimentos de empresas participantes que aumentaram significativamente suas exportações. O gerente de exportação da Magnamed, disse que a organização procura visitar os distribuidores internacionais de modo a proporcionar-lhes auxílio referente às dúvidas existentes nos produtos, apoio comercial para o cliente final, dando-lhes maior conforto sobre o produto adquirido, procurando sempre manter a imagem da empresa e dos produtos fabricados.

Para a diretora de exportação da Erwin Guth, as estratégias têm que ser modificadas de tempos em tempos, mas um dos fatores que definitivamente contribuíram para o aumento das exportações foi a nossa aproximação com os clientes, criando um vínculo de cumplicidade e confiança.

Fonte: www.saudebusinessweb.com.br | 24.10.11
 


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

De wearables a remédios para perda de peso: 4 tendências de Bem-Estar que devem moldar o trabalho em 2026

Veja os temas de saúde e bem-estar que devem estar em alta no mundo corporativo neste ano

Saúde Empresarial, por Redação

O que esperar do SUS daqui a vinte anos?

Constantemente somos desafiados a enxergar o futuro. Porém ele se encontra na espera de seu dia e por isso não consigamos vê-lo. Mas como ele virá é possível criá-lo. Para tanto temos que desejá-lo.

Saúde Empresarial, por Redação

Sete em cada dez hospitais brasileiros têm orçamento exclusivo para limpeza das mãos

Um relatório divulgado nesta sexta-feira (2) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mostra que 70% dos hospitais brasileiros têm uma parte específica de seu orçamento destinado à limpeza das mãos e 67%

Saúde Empresarial, por Redação

Medicamentos são não-vegetarianos e pacientes não sabem

Pessoas que optam por não comer produtos de origem animal podem não estar cientes de que o estão fazendo a contra-gosto ao ingerir medicamentos comuns.

Saúde Empresarial, por Redação

Saúde Empresarial, por Redação

Telefonemas e programas na web ajudam a deixar o cigarro, diz pesquisa

Você está tentando parar de fumar, como parte de suas resoluções de ano novo? Aconselhamento personalizado pelo telefone, acompanhado por orientação via Web, pode ajudar, de acordo com um estudo.

Deixe seu Comentário:

=