Publicado por Redação em Notícias Gerais - 17/03/2011 às 16:36:24

Gasto com seguro no Japão já supera o 11 de Setembro

Sinistro triplo e generalização do produto devem fazer indenizações superarem US$ 120 bi.

As catástrofes registradas no Japão a partir da última sexta-feira representam o maior evento de consequências indenizatórias do mercado segurador e ressegurador mundial. Elas vão superar, inclusive, as ocorridas após os ataques de 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos, cujas perdas somaram em torno de US$ 120 bilhões.

A afirmação foi feita à Agência Brasil pelo presidente do Comitê Ibero-Latino-Americano da Associação Internacional de Direito de Seguro (Cila-Aida), Sérgio Barroso de Mello.

"Não há dúvida de que estamos superando esses números em muito, porque trata-se de um país que era, até bem pouco tempo, a segunda maior economia do mundo. Um país desenvolvido, com uma cultura do seguro muito forte, em que não só os bens eram segurados, mas as pessoas também tinham seus seguros individuais em capitais elevados. A consequência natural é a busca desses segurados pelas indenizações", disse.

Depois dos Estados Unidos, o Japão é o maior produtor e consumidor de seguros do mundo. Mello avaliou que, diante dos três sinistros sofridos pelo Japão (terremoto, tsunami e vazamento de radiação nuclear), o impacto patrimonial no setor segurador e ressegurador mundial "vai ser, com certeza, o maior de todos".

Descartou, contudo, o risco de insolvência para as empresas do setor, tal como sucedeu nos ataques ao World Trade Center. "O seguro não é uma operação financeira. Ele é uma verdadeira ciência."

Algumas variantes utilizadas pelo setor para a avaliação do risco e sua precificação são a ciência atuarial e a pulverização de riscos. Ele explicou que essas variantes funcionam como amortizador, "um verdadeiro colchão dos prejuízos". Isso se aplica sobretudo às operações do resseguro (seguro do segurador) e da retrocessão, que é o seguro do ressegurador.

Segundo Mello, a pulverização dos riscos em nível mundial vai facilitar o pagamento das indenizações, sem consequências danosas sobre um grupo pequeno de seguradores.

Fonte: www.skweb.com.br | 17.03.11


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Programa de Microcrédito terá juros reduzidos para 5%, diz Dilma

  Segundo a presidente, país tem quase 3 milhões de microempreendedores. R$ 4,6 bilhões já foram emprestados por meio do programa Crescer.

Notícias Gerais, por Redação

Cresce demanda por consultorias que gerenciam planos

Hoje, porém, a mudança já não é tão simples. A consolidação no setor e o crescente número de prestadoras desse serviço em dificuldades financeiras diminuíram as opções de convênios médicos no mercado.

Notícias Gerais, por Redação

Estudo: novo consumidor pode gastar mais, mas conhece limitações

Os consumidores que passaram a integrar a classe C nos últimos anos estão mais otimistas, têm a compra de um imóvel novo como sonho de consumo e consideram o preço como fator determinante no processo de compra,

Notícias Gerais, por Redação

Governo edita MP que desonera investimentos nas PPPs

O governo editou nesta quarta-feira a Medida Provisória 575, que desonera investimentos em Parcerias Público-Privadas (PPPs) e amplia a possibilidade de os Estados participarem desses empreendimentos.

Notícias Gerais, por Redação

BB desembolsa R$ 15 bi para micro e pequenas empresas de SP

O Banco do Brasil emprestou R$ 15 bilhões de capital de giro para as micro e pequenas empresas do estado de São Paulo no primeiro semestre deste ano.

Notícias Gerais, por Redação

Títulos protestados de pessoas físicas crescem 12,6% em maio

O número de títulos protestados de pessoas físicas cresceu 12,6% em maio, na comparação com abril. Frente a maio de 2011, a houve queda, de 2,5%.

Notícias Gerais, por Redação

Produção industrial cai 0,6% em outubro, aponta IBGE

A produção industrial brasileira caiu 0,6% de setembro para outubro na taxa livre de influências sazonais, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística) divulgada nesta sexta-feira. Em setembro, o indicador havia caído 1,9%.

Deixe seu Comentário:

=