Publicado por Redação em Notícias Gerais - 30/09/2011 às 14:05:54

Com dólar caro e juro menor, BC reduz previsão para dívida pública

A alta do dólar e a redução da taxa básica de juros, a Selic, foram os principais fatores que levaram ao Banco Central a reduzir a previsão para a dívida pública neste ano.

A dívida líquida --diferença entre ativos e passivos-- deve cair para 38,5% do PIB (Produto Interno Bruto). A previsão anterior era chegar a 39%.

Essa estimativa considera um dólar a R$ 1,68 no fim de dezembro, previsão do mercado coletada pelo BC na pesquisa semanal Focus.

Se a moeda ficar acima de R$ 1,80, no entanto, o BC diz que o indicador pode cair para algo entre 37,5% e 38% do PIB.

Entre julho e agosto, a alta de 2% nas cotações ajudou a reduzir a dívida líquida de 39,4% para 39,2% do PIB. A previsão do BC para setembro, com base na cotação de R$ 1,82, é uma queda para 37,6%.

"Esse movimento recente do câmbio favorece a redução da relação dívida/PIB", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

Como o Brasil é credor em moeda estrangeira, devido aos mais de US$ 350 bilhões que possui em reservas internacionais, a alta das cotações tem efeito positivo na dívida. Segundo o BC, uma alta de 10% no dólar reduz a dívida em R$ 49,5 bilhões ou 1,3 ponto percentual.

SUPERAVIT

As contas do setor público registraram em agosto o pior resultado para este mês do ano desde 2003. Segundo o BC, foram economizados R$ 4,56 bilhões no mês, queda de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.

Houve piora no resultado do governo federal. Estados e municípios, juntos, tiveram o melhor resultado para este mês da série iniciada em 2001.

Nos oito primeiros meses do ano, o resultado representa 75% da meta de R$ 127,9 bilhões para o ano. A economia acumulada em 12 meses caiu pela primeira vez desde abril e ficou em R$ 149,5 bilhões (3,78% do PIB).

"É normal que tenhamos essas oscilações. O importante é considerar o conjunto da obra até aqui. E nesse sentido observamos um cenário favorável, com perspectiva de cumprimento da meta neste ano", disse Maciel.

Para cumprir a meta, o setor público (União, Estados e municípios) precisa fazer uma economia de US$ 7,9 bilhões até o fim do ano, abaixo da média verificada até agosto, de US$ 12 bilhões.

Fonte: www1.folha.uol.com.br | 30.09.11
 


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Número de calotes tem quarta queda seguida, e recua 11% no ano, mostra Serasa

O índice de calotes de consumidores no Brasil apurado pela empresa de dados de créditos Serasa Experian recuou 2,8%

Notícias Gerais, por Redação

Inflação oficial desacelera para 0,60% em fevereiro, mostra IBGE

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, por ser usado como base para as metas do governo, desacelerou para 0,60% em fevereiro, sobre 0,86% em janeiro, segundo informou nesta sexta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Notícias Gerais, por Redação

Pontualidade de micro e pequenas empresas é recorde, diz Serasa

A pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas chegou a 95,9% em setembro, segundo pesquisa da Serasa Experian divulgada nesta quarta-feira.

Notícias Gerais, por Redação

Bovespa opera em alta, seguindo mercados externos

A Bovespa operava em alta nesta quinta-feira, seguindo o movimento dos mercados europeus e dos índices futuros das bolsas dos Estados Unidos.

Notícias Gerais, por Redação

Bolsas asiáticas têm fortes quedas por temor com Itália

As bolsas de valores asiáticas fecharam em forte queda nesta quinta-feira, com os juros dos bônus da Itália disparando e gerando temor de que a crise na terceira maior economia da zona do euro seja superior ao potencial de defesa do bloco, arriscando sua separação.

Deixe seu Comentário:

=