Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 23/08/2011 às 14:21:55

Encontrar alternativas sustentáveis para o desenvolvimento da gestão assistencial e gerenciamento de doenças tem sido uma realidade cada vez mais constante no setor de saúde suplementar. Segundo a líder da prática de gestão estratégica de saúde da Marsh Gestão de Benefícios, Ana Cláudia Assis Pinto, um dos problemas recorrentes na administração assistencial é a falta de dados disponíveis.
 
“Muitas vezes as informações são fragmentadas e dispostas com uma lógica financeira, que não é voltada para se fazer a gestão da saúde”.
 
De acordo com Ana Cláudia, na maioria das vezes, as informações são tratadas de forma desordenada, fazendo com que dados como tipo de patologia, prestador, especialidade ou região fiquem confusos.
 
Além disso, muitas vezes, as informações não estão alinhadas com os dados obtidos nas áreas da saúde ocupacional. “Diante dessa realidade, perde-se a oportunidade de fazer uma gestão integrada”.
 
Em sua explanação realizada no 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog, realizados em São Paulo, nos dias 18 e 19 de agosto, com o tema principal “Tecnologia na Saúde Suplementar – Instrumento para Desenvolvimento Sustentável”, Ana Cláudia explicou que os recursos existentes contribuem para as melhorias no segmento, no entanto, o comprometimento com os parâmetros ainda dificulta que as informações sejam armazenadas de forma correta. “Fazendo uso de ferramentas leves, já é possível constatar diferenças nos processos”. Uma forma de utilizar de forma correta as soluções existentes em TI para realizar a gestão assistencial é, por exemplo, ver como se comportam as carteiras financeiramente equilibradas.
 
Isso porque, segundo Ana Cláudia a criação de parâmetros permite que seja feito o cruzamento de várias fontes de informações. Além de contribuir para a realização da gestão da doença, a tecnologia da informação permite que se tenha um controle maior da administração de custos.
 
“Ela ajuda a entender claramente onde estão os pontos de maior custo e onde eles se elevaram”. A líder da prática de gestão estratégica de saúde da Marsh Gestão de Benefícios conta que em uma experiência realizada pela empresa onde as internações eram categorizadas como custos foi possível perceber que acompanhar 30% das internações correspondia a 50% dos custos.“Esse conhecimento foi possível devido ao conhecimento dos dados e disciplina na realização de parâmetros estipulados”.
 
 Ainda que contribua para a facilitação da rotina e obtenção de dados importante, a palestrante enaltece que não é só a tecnologia da informação é preciso caminhar dentro de mudanças, pessoas e mudanças de comportamento para que as coisas aconteçam. “É preciso que os profissionais se adéquem dentro da cadeia de prestação da saúde”.
 
Fonte: www.saudeweb.com.br | 23.08.11

Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Ter autocontrole torna uma pessoa mais feliz, diz estudo

De acordo com a pesquisa, quem tem mais autocontrole e disciplina evita situações que possam ser conflitantes e, portanto, provocar emoções negativas

Saúde Empresarial, por Redação

Ministério da Saúde anuncia ações para enfrentamento da gripe

O Ministério da Saúde está adotando uma série de medidas para o enfrentamento da influenza deste ano.

Saúde Empresarial, por Redação

Biossensor monitora nível de glicose pela lágrima

As picadas para coletar sangue e medir o nível de glicose são companheiras desagradáveis do dia-a-dia de muito pacientes de diabetes.

Saúde Empresarial, por Redação

Entenda como funciona o tratamento de câncer no Brasil

Enquanto na rede pública brasileira o paciente com câncer enfrenta uma longa espera por consultas, exames e pelo tratamento contra a doença, na rede privada é preciso lidar com a espera pela autorização dos convênios e com a falta de cobertura para remédios oncológicos.

Saúde Empresarial, por Redação

Médicos do SUS param em 18 estados

Médicos reivindicam mais financiamento para a saúde pública, reajuste salarial e melhores condições de trabalho, como aumento no número de leitos nos hospitais

Deixe seu Comentário:

=