Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 09/02/2011 às 17:39:05

Alta de profissionais preocupa instituições de saúde

Ausência de profissionais de informática em saúde faz co que setor se movimente e adote modelos de qualificação de Países europeus e Canadá.
 
O emprego de tecnologia da informação em todas as camadas das instituições de saúde tem criado uma nova demanda por profissionais especializados na área. Mais do que um técnico ou analista de sistema, este profissional tem entender das especificidades do setor.
 
A demanda criada pela indústria de soluções em TI e por hospitais públicos e privados cresceu de tal forma que, hoje, um profissional recém- formado em informática em saúde recebe até R$ 5 mil de salário inicial. "Há, no Brasil,  cerca de sete mil instituições de saúde e menos de 5% delas estão informatizadas. Por outro lado temos a indústria de software, soluções e consultoria em TI que também busca esses profissionais. Falta gente para atender a essa demanda", enfatiza o diretor de ensino da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (Sbis), Renato Sabbatini.
 
Educação
 
Para a consultora de informática em saúde, Beatriz Leão, a falta de reconhecimento do informata em saúde como um profissional interdisciplinar, prejudica no processo formação, uma vez que faltam políticas de incentivo como bolsas para pesquisa científica para que eles possam colaborar com a implementação de sistemas no setor. Para a executiva, a falta de regulamentação da profissão não é um problema, mas o Brasil poderia aprender com países como Holanda, Suíça, Dinamarca, Canadá e Austrália que identificaram um conjunto de competências para os profissionais da área e capacitá-los para a tender as demandas existentes.
 
Por ser um profissional raro no mercado, uma das soluções do setor para sanar esta demanda é a capacitação profissionais de TI nos processos hospitalares e a qualificação de profissionais de saúde em tecnologia. De acordo com a CIO do Hospital Sírio Libanês, Margareth Ortiz, além da dificuldade de encontrar pessoas para o setor, reter estes profissionais tornou-se um grande desafio para os hospitais. "Existe uma tendência de comparar salários de hospitais para hospitais, e isso é um problema, pois na verdade quem vai roubar o profissional das instituições de saúde são as grandes empresas de TI. Uma solução para isso é estabelecer políticas eficientes de RH e ter salários compatíveis com o mercado que não seja o de saúde".
 
Fonte: www.saudebusinessweb.com.br | 09.02.11

Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Número de transplantes cresce 52% no DF

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram aumento também da quantidade de doadores em 2012 

Saúde Empresarial, por Redação

Medicamentos gratuitos chegam a 10,9 mi de brasileiros

O Saúde Não Tem Preço - marca do Aqui Tem Farmácia Popular - beneficia cada vez mais brasileiros e amplia o acesso ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Saúde Empresarial, por Redação

Ministério vai investir R$ 500 milhões na compra de aceleradores lineares

As empresas de equipamentos e insumos hospitalares se preparam para a produção nacional. Philips, Siemens, Toshiba, e GE Healthcare são exemplos de companhias que estão investindo na expansão de seus parques fabris para a produção local de aparelhos de imagens.

Saúde Empresarial, por Redação

FDA aprova nova versão de medicamento para diabetes tipo 2

A FDA, agência americana responsável pelo controle de medicamentos e alimentos dos EUA, acaba de aprovar Janumet XR® (sitagliptina e metformina de liberação prolongada) para o tratamento do diabetes tipo 2.

Saúde Empresarial, por Redação

SUS amplia em 22% recursos para tratamento de câncer

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou nesta segunda-feira (31) previsão de fechamento de investimento deste ano, de R$ 2,2 bilhões, para a assistência oncológica. O Sistema Único de Saúde (SUS) está ampliando em 22% os recursos para assistência oncológica no país.

Saúde Empresarial, por Redação

Médicos questionam quebra de patente defendida por Dilma na ONU

Nesta semana, a presidente Dilma Rousseff defendeu, em reunião de alto nível com chefes de Estado, em Nova York, que as doenças crônicas não transmissíveis podem motivar quebra de patentes de remédios, assim como aconteceu com medicamentos contra a Aids.

Deixe seu Comentário:

=