Publicado por Redação em Notícias Gerais - 05/09/2012 às 13:18:20

Acabou a festa de retornos fáceis com renda fixa; É preciso arriscar mais

O Brasil sempre foi conhecido como um país de juros altíssimos. Ao longo dos últimos 13 anos, a taxa básica oscilou bastante, mas sempre se manteve em patamares muito elevados se considerados os padrões de países desenvolvidos. Com isso, muita gente fez fortuna investindo em renda fixa e durante muitos anos conseguiu viver apenas dos rendimentos das suas aplicações financeiras; o que, segundo especialistas, já começou a mudar.

Depois de nove cortes consecutivos na taxa básica de juros (que na última reunião do Copom foi reduzida para 7,5% ao ano), acabou a festa para quem conseguia retornos altos com o risco baixo da renda fixa. Economistas ressaltam que os investidores que quiserem uma rentabilidade acima da média, deverão começar a procurar outras aplicações, mais arriscadas. “Aqueles que puderem arriscar um pouco mais, deverão alocar parte do recurso em ações, sem, contanto, esperar grandes milagres em termo de rendimentos”, afirma o economista e autor no livro Fundos de Investimentos: Conheça Antes de Investir, Luiz Calado.

O professor de economia da ESPM, José Eduardo Amato Balian, concorda. Para ele, o mercado acionário pode se tornar uma alternativa para aqueles que possuem investimentos e utilizam o rendimento como principal fonte de renda. “Mas é importante saber que este mercado não é brincadeira. A pessoa precisa saber o que está fazendo e, principalmente, ter consciência de que esta é uma aplicação de longo prazo”, ressalta.

 Na opinião de Balian, investir em um próprio negócio é outra opção que deverá começar a ser analisada por aqueles que sempre viveram de renda. “Vai ser cada vez mais difícil conseguir uma rentabilidade elevada com investimentos de renda fixa. Então, montar um negócio próprio pode ser uma boa alternativa”, aponta.

Neste caso, porém, será preciso trabalhar mais. Afinal, para ser um bom empreendedor é preciso estudar o mercado, analisar as opções e fazer contas para que o negócio prospere. Para o País, o resultado pode ser positivo. “Isso vai favorecer o desenvolvimento da economia, vai gerar mais empregos, será muito bom para o Brasil”, afirma o professor de economia.

Fundos DI
A redução dos juros afeta diretamente o rendimento dos fundos DI, já que os papéis que compõe a carteira desses fundos são remunerados com base na Selic. Com isso, quem investe neste tipo de aplicação – de acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), o patrimônio líquido destes fundos equivale a 12,3% de toda a indústria – precisará se atentar principalmente para a taxa de administração para que o investimento valha a pena.

Segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), em muitos casos, a rentabilidade dos fundos já está menor do que a caderneta de poupança. A entidade efetuou cálculos do rendimento de fundos no cenário atual (com a Selic em 7,5% ao ano), levando em consideração diferentes prazos para resgate e taxas de administração. Para comparação, a Anefac elaborou duas tabelas: uma considerando a rentabilidade dos depósitos antigos na caderneta de poupança (feitos até 3 de maio), de 6,17% ao ano mais TR, e outra considerando novos depósitos, com a regra nova: 70% da Selic mais TR.

Nos casos em que a rentabilidade do fundo está na cor verde, a remuneração é maior do que a poupança. Quando a rentabilidade estiver em vermelho, a poupança é mais vantajosa e em preto, os dois têm o mesmo rendimento.

Fonte: Infomoney


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

A partir de janeiro, SP terá 140 linhas de ônibus circulando de madrugada

'Corujão'. Serão 430 veículos, em dois sistemas: um percorrerá o traçado do metrô e outro funcionará de forma circular, em bairros com maior demanda, como a Vila Madalena; Prefeitura ainda promete reforçar a iluminação em mais de 100 pontos de conexão

Notícias Gerais, por Redação

Superávit em julho acumula em US$ 712 milhões

A balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 89 milhões, com média diária de US$ 17,8 milhões, nos cinco dias úteis (9 a 15) da segunda semana de julho de 2012.

Notícias Gerais, por Redação

Vendas à vista crescem mais que a prazo na 1ª quinzena de maio

As vendas à vista apresentaram alta de 4,9% na primeira quinzena de maio na comparação com o mesmo período de 2011, informou a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em cojunto com o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) nesta quarta-feira

Notícias Gerais, por Redação

Receita recebeu 4 milhões de declarações do IR 2012

A Receita Federal informou que recebeu 4 milhões de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física até as 15h desta sexta-feira.

Notícias Gerais, por Redação

Valorização do dólar em 2011 é a segunda maior em 10 anos

O dólar fechou 2011 com valorização de 12,58% ante o real, a segunda maior valorização anual desde 2002, segundo estudo da consultoria Economatica divulgado nesta terça-feira. O ganho só ficou atrás do registrado em 2008, quando houve alta de 31,94%.

Notícias Gerais, por Redação

Redução da desigualdade requer reforma tributária,diz especialista

O avanço da redução da desigualdade social no Brasil depende agora mais de uma reforma tributária do que da expansão de programas como o Bolsa Família, afirma o cientista político Ricardo Ismael, da PUC-Rio.

Notícias Gerais, por Redação

Copom eleva projeção de reajuste no preço da gasolina para este ano

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, em sua ata da última reunião, divulgada nesta quinta-feira (27), elevou a projeção de reajuste nos preços da gasolina. Na reunião da última semana, foi estimado um aumento de 6,7% no combustível, considerando a variação acumulada até setembro, ante um acréscimo de 4% estimado na reunião de agosto.

Deixe seu Comentário:

=