Publicado por Redação em Notícias Gerais - 01/08/2013 às 15:57:28

Dólar tem mais um dia de alta com dado positivo nos EUA

SÃO PAULO - O dólar abriu nesta quinta-feira, 1º de agosto, em queda ante o real, influenciado pelo Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da China, que veio positivo e ajuda algumas moedas ligadas a commodities. No entanto, o viés de alta predominou e a moeda passou a subir com pouco mais de uma hora de pregão. Operadores acreditam que a tendência ainda é de alta, diante de dado melhor de pedidos de auxílio-desemprego no país, um dia antes de sair o payroll, que engloba criação de emprego nos setores privado e público.
 
O PMI da zona do euro também veio bom e, ainda na agenda europeia, os Bancos Central Europeu (BCE) e da Inglaterra (BoE) mantiveram as taxas de juros inalteradas. Às 11h20, o dólar subia 0,57%, a R$ 2,291, após oscilar da máxima de a R$ 2,295 e a mínima de R$ 2,269.
 
Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego caiu 19 mil, para 326 mil, na semana passada, o menor nível desde o início de 2008 e melhor do que a estimativa de queda para 345 mil. Na China, o PMI oficial do governo subiu para 50,3 em julho, em comparação com 50,1 em junho, acima da previsão de recuo para 49,8. Além disso, o governo anunciou medidas para estabilizar o yuan, aumentar os subsídios para importadores e emprestar mais reservas de divisas estrangeiras com o objetivo de impulsionar o comércio do país.
 
De acordo com um operador, a queda do dólar no fechamento nesta quarta-feira, 31, se deveu ao comunicado do Federal Reserve (Fed, o BC norte-americano), que não trouxe surpresas. "Mas claro que o BC ajudou também", disse o mesmo operador ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Quando o dólar passou na véspera a cotação de R$ 2,30, o BC passou para a ação e fez três leilões de swap cambial, afastando um pouco a moeda americana desse nível, ainda que no segundo leilão, tenha vendido apenas metade do lote ofertado e no terceiro não tenha aceitado nenhuma proposta.
 
No total, o BC vendeu 45,3 mil contratos de swap cambial, com dois vencimentos, totalizando US$ 2,247 bilhões. O dólar à vista no balcão fechou em baixa de 0,13%, a R$ 2,2780, após ter atingido pela manhã R$ 2,3020 (+0,92%), a maior cotação intraday desde 1.º de abril de 2009 (R$ 2,3080). No mês, a moeda americana subiu 2,11% e, no ano, acumula ganho de 11,39%.
 
Nos EUA, o que ficou da reunião desta semana é que a autoridade monetária continuará com as compras de bônus no montante de US$ 85 bilhões ao mês. Analistas consideraram o tom do Fed mais "dovish", ou favorável a uma política monetária mais frouxa, do que na reunião de junho. Uma pequena mudança notada no comunicado, no entanto, foi dizer que a economia do país cresce num ritmo "modesto", termo usado pela primeira vez em três anos, e não "moderado" como na reunião anterior.
 
Na Europa, o BCE manteve a taxa de juros em 0,5%, enquanto o BoE manteve os juros de referência em 0,5% e também o programa de compras de bônus em £ 375 milhões. O presidente do BCE, Mario Draghi, disse que a política monetária na zona do euro está altamente acomodatícia e deverá ajuda a estimular uma recuperação da região no segundo semestre.
 
Os sinais dessa recuperação se tornam mais claros. O PMI do setor industrial da zona do euro subiu para 50,3 em julho, de 48,8 em junho, o nível mais alto em dois anos e ficou acima da marca de 50 - que separa contração de expansão - pela primeira vez desde julho de 2011, superando também a previsão de economistas de alta para 50,1. Os PMIs de todos os 17 países da zona do euro avançaram em julho, com exceção da Espanha.
 
Perto das 9 horas, o euro caía a US$ 1,3244, de US$ 1,3303 no fim da tarde desta quarta-feira. O dólar subia a 98,66 ienes, de 97,88 ienes no fim da tarde desta quarta. O dólar subia ante a maioria das moedas ligadas a commodities: dólar canadense (+0,20%); dólar australiano (-0,44%); peso chileno (+0,64%); rupia indiana (-0,21%); peso mexicano (-0,06%); dólar neozelandês (+0,25%); rublo russo (+0,33%); lira turca (+0,07%); rand sul-africano (+0,15%), coroa norueguesa (+0,52%).
 
Fonte: Estadão

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