Publicado por Redação em Notícias Gerais - 25/09/2018 às 12:11:28

Como impedir que robôs roubem nossos empregos

Estamos vivendo uma realidade na qual os robôs já estão começando a ocupar os empregos de trabalhadores humanos – e isso vai continuar. Uma pesquisa da McKinsey descobriu que 45% dos trabalhos atuais podem ser automatizados. Precisamos parar de evitar a situação e criar soluções reais para ajudar os profissionais substituídos.

Não podemos, simplesmente, interromper a inovação tecnológica. Muitos líderes famosos juntaram-se a Elon Musk para iniciar algo chamado de Open AI, uma empresa de pesquisa sobre inteligência artificial sem fins lucrativos que tem como objetivo promover e desenvolver a tecnologia de maneira amigável, de forma a beneficiar a humanidade como um todo.

Li muitos livros sobre o assunto e o nível de pessimismo varia. Eu achei “The Sentient Machine” (“A Máquina com Sentimentos”, em tradução livre, sem versão em português), de Amir Husain, mais otimista sobre o impacto da inteligência artificial na sociedade, ao contrário de “Rise of the Robots” (“A Ascensão dos Robôs”, em tradução livre, sem versão em português), de Martin Ford, mais um conto preventivo que levanta preocupações sobre como robôs, automação e IA ocuparão todos os empregos – dos cargos mais baixos aos mais altos. Eu achei a visão de futuro de Ford aterrorizante.

O fato é que ninguém sabe ao certo o que acontecerá no futuro, mas há várias maneiras pelas quais os trabalhadores substituídos poderiam ser aproveitados. Veja, na galeria de fotos a seguir, algumas delas:

1. Treinar os trabalhadores substituídos

A maioria dos empregos que foram substituídos ou que estão em risco de serem é orientada a processos fixos. São posições que podem ser facilmente automatizadas, como fabricação, atendimento ao cliente e transporte. Os robôs e a inteligência artificial podem simplesmente fazer esses tipos de trabalho de maneira mais rápida e eficiente do que os humanos. Para ter um futuro produtivo, muitos especialistas sugerem que humanos e robôs trabalhem lado a lado. Os robôs precisam realizar tarefas que possam ser automatizadas, enquanto os humanos precisam fazer as tarefas que exigem um toque pessoal ou criativo.

Os trabalhadores substituídos poderiam ser novamente treinados para aplicar suas habilidades em outro lugar. Um funcionário de atendimento ao cliente sabe como resolver problemas e ser eficiente. Ele tem potencial para, com um novo treinamento, melhorar suas habilidades e trabalhar em uma área diferente.

Mesmo os funcionários que não correm risco de serem substituídos devem expandir suas habilidades. As pessoas mudam de emprego com mais frequência nos dias atuais, e isso oferece oportunidade para expandir suas qualificações. Os profissionais mais preparados aproveitam os cursos online, as aulas das faculdades públicas e os seminários do setor para aumentar suas habilidades e até obter certificações em novas áreas. Muitas empresas já oferecem treinamento e requalificação para seus funcionários. Talvez mais organizações e governos precisem seguir seus passos.

2. Mover os trabalhadores substituídos para outras funções

Bill Gates disse recentemente que a IA é positiva para a sociedade e que “os trabalhadores substituídos poderiam preencher as lacunas existentes no mercado de trabalho – como cuidar de idosos ou ensinar e apoiar crianças com necessidades especiais”. Em vez de propor o aprendizado de novas habilidades, essa é uma alternativa que incentiva os trabalhadores a usar as habilidades existentes em um novo setor.

Embora seja verdade que há muitos empregos disponíveis nessas áreas, infelizmente essas importantes tarefas quase nunca são bem remuneradas. Nas grandes cidades, trabalhar nesses empregos simplesmente não dá às pessoas dinheiro suficiente para viver. No entanto, são posições que dificilmente serão substituídas por robôs e podem oferecer certa garantia para aqueles que puderem exercê-las.

3. As tecnologias criam novos empregos tanto a curto quanto a longo prazo

O problema da substituição é difícil de resolver porque não podemos prever o futuro. Não sabemos quais habilidades serão mais úteis até lá ou qual tecnologia será a mais predominante. Novas invenções, daquelas que mudam tudo, podem surgir, exigindo novas habilidades.

Se este for o caso, os trabalhadores substituídos poderiam ter mais opções de lugares para ir. No entanto, também é difícil encorajá-los a empregos que correm o risco de serem substituídos por robôs para expandir suas habilidades se não soubermos quais delas serão as mais importantes.

Alguns especialistas previram que habilidades humanas leves como comunicação, criatividade e empatia sempre serão necessárias, pois os robôs não podem replicá-las. No entanto, novas invenções poderiam abrir a porta para outras habilidades mais difíceis, que provavelmente estariam em alta no futuro.

4. Nem todos irão trabalhar

Outra ideia potencial é a de que nem todos irão trabalhar. Pode ser que os trabalhadores humanos não consigam fazer uma reciclagem e não consigam preencher outras vagas. Isso obviamente levaria a números mais altos de desemprego, o que teria um grande impacto na sociedade e na economia.

Os resultados em um cenário como esse são de longo alcance. É possível que mais pessoas usem bolsas governamentais e precisem de opções de moradia a preços acessíveis. A sociedade teria que encontrar algo que os trabalhadores que foram substituídos pudessem fazer para contribuir e fazer a diferença, mesmo que de uma maneira pequena.

Há, ainda, um cenário que seja, talvez, mais de ficção científica, no qual apenas pessoas que querem trabalhar irão trabalhar. Todas as outras tarefas serão feitas por robôs, e as pessoas que optarem por não trabalhar poderão desfrutar de outras atividades. Essa possibilidade extrema está definitivamente distante, embora ainda possa ser considerada.

A inteligência artificial e robôs são inevitáveis. Eles desempenharão um papel nos futuros trabalhos de todos nós, seja para facilitar ou substituir um funcionário. Precisamos falar agora sobre o que fazer com os trabalhadores que correm o risco de ser substituídos para que possamos estar preparados quando chegar a hora.


Fonte: Forbers Brasil


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