Publicado por Redação em Previdência Corporate - 03/02/2012 às 10:37:17

Ceará depende muito da previdência

Programas de transferência de renda, além de pensões e aposentadorias são responsáveis por 46,3% de renda no Ceará, de 2001 a 2009. O Estado é muito dependente da previdência social

Pensões, aposentadorias e programas sociais são responsáveis por 46,3% da renda no Ceará de 2001 a 2009. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Bolsa Família e, posteriormente, a aposentadoria da avó sustentam a família de Francisco Rômulo Costa Feitosa, 22, há alguns anos.

O jovem, morador do bairro Planalto Pici, conta que já teve de trabalhar como pedreiro, costureiro, entregador e servente em busca do sustento. “Sempre estudei em escola pública. Sempre foi muito difícil. O que foi fundamental para seguir em frente foi o apoio da família”, contou.

Agora, formado em Geografia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Rômulo tem a expectativa de proporcionar uma vida melhor para ele e a família. O geógrafo quer passar da renda familiar de R$ 622 para até R$ 2,2 mil, se for aprovado em um concurso que vai prestar.

“Em todo o Brasil, são 11 milhões de famílias recebendo o Bolsa Família. É um quantidade considerável, o que ajuda a reduzir a pobreza, principalmente no Nordeste”, comenta o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, Herton Ellery Araújo.

Em relação às aposentadorias e pensões, em 2009, o Ceará continuou apresentando maior cobertura previdenciária que o Brasil (77,4%) e a região Nordeste (80,4%), atingindo 81,9% da sua população. Com relação à população rural do Ceará, os índices são ainda maiores, apresentando uma cobertura previdenciária de 94,3%, em 2001, e de 93,7% em 2009.

Os indicadores sinalizam que a população do Ceará vive de maneira mais precária que os demais cidadãos nordestinos e brasileiros.

Extrema pobreza cai

No período de 2001 a 2009, o Ceará conseguiu reduzir em 50% a parcela da população em extrema pobreza no Estado. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 22% da população cearense vivia em extrema pobreza – renda per capita inferior a R$ 67,07. Em 2009, esse percentual caiu para 10,9%, um montante de 930 mil pessoas.

Segundo o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, Herton Ellery Araújo, o desempenho do Ceará na região Nordeste ocupou apenas a quinta colocação, atrás de Piauí (60,2%), Rio Grande do Norte (53,8%), Bahia (51,9%) e Sergipe (51,2%). Ele diz ainda que, na comparação com o Brasil, o Ceará apresenta um desempenho um pouco menor, já que os índices nacionais são de 10,5%, em 2001, e 5,2%, em 2009.

Além dos programas sociais de transferência de renda, contribuíram para a diminuição da pobreza o aumento no rendimento médio. Apesar de o rendimento médio ter crescido 16%, passando de R$ 590,00, em 2001, para R$ 684,20, em 2009, esse valor corresponde somente a 60% da remuneração média brasileira, que era de R$ 1.116,39, há três anos. (Andreh Jonathas e Bruno Stéfano)

E agora

ENTENDA A NOTÍCIA

Aumento da dependência da previdência social é sintoma de menos trabalhadores na ativa, o que pode significar menor produtividade. Novos postos de trabalho são importantes para dar dinamicidade à economia.

SERVIÇO

Confira o estudo completo do Ipea

O quê: Situação social do Ceará

Onde: No site do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Outras informações: http://migre.me/7LlqQ

BRASIL

Segundo dados levantados pela pesquisa, o rendimento médio do trabalho (salário) no Brasil, em 2009, era de R$ 1.116,39.

NORDESTE

Em toda a região Nordeste, o rendimento médio, em 2009, era de R$ 743,56.

CEARÁ

O Estado registrou crescimento de 16% no rendimento médio em 8 anos, ficando em R$ 684,15 em 2009.

NÚMEROS

4%

foi a queda No desemprego no Ceará em oito anos, de 2001 a 2009, segundo levantamento do IPEA. No mesmo período, Brasil registrou queda de 10%

lugar é a Posição do Ceará no ranking dos estados nordestinos que mais cresceram no período.

46,3

porcento da renda no Ceará corresponde à seguridade social (aposentadoria e programas de transferência de renda).

Fonte:www.opovo.com.br|03.02.12


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