Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 04/04/2011 às 15:24:43

Câncer Ósseo, diagnóstico precoce pode salvar vidas

Apesar de muitas vezes esquecidos, quando comparados com as funções vitais do coração e pulmão, os ossos têm indispensáveis funções no organismo, como a produção de sangue, por exemplo. Além disso, eles protegem órgãos, dão sustentação e possibilitam os movimentos. Ter seu desempenho comprometido, seja em qualquer parte do corpo, pode levar o paciente à amputação e à incapacidade de movimentos. Para o dia mundial de luta contra o câncer, 08 de abril, o Departamento de Oncologia Ortopédica do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) lembra que o diagnóstico precoce é o que o pode salvar vidas, fazer com que a doença seja menos mutilante e ainda manter as funcionalidades do paciente. 

Este tipo da doença representa o sexto grupo mais freqüente no mundo, responsável por aproximadamente 6% de todos os casos de cânceres entre crianças e jovens e por cerca de 1% de todos os tipos de cânceres que acometem a população em geral*.  Só no Into, são realizadas cerca de 21 cirurgias por mês. De acordo com Dr. Walter Meohas, que é chefe da área de oncologia do Into, ter ou não ter a doença é uma loteria. “É por isso que devemos ficar atentos à saúde, frequentando regularmente médicos e realizando exames. Em casos de crianças, é preciso levar sempre em consideração as queixas de dores recorrentes da garotada, investigar à exaustão”, explica Meohas.

O câncer ósseo se divide em duas categorias: primário, que é o tumor que se desenvolve originalmente do osso, podendo ser benigno (não oferece risco à vida)  ou maligno, e o secundário, que é aquele que não se origina no osso, mas se desenvolve a partir de um câncer que teve início em outro local do corpo. O jovem e o adulto são os mais propensos a desenvolverem o tumor primário. “Isso acontece porque na fase jovem, o metabolismo ósseo é maior, mais acelerado. As células se multiplicam rapidamente, os ossos crescem mais, especialmente na região da perna (fêmur e tíbia, próximo ao joelho), o que não significa que não possa atingir outros ossos, chamados chatos (vértebras, bacia, mandíbula)”, complementa Meohas. Já nos idosos acima de 60 anos, o câncer secundário é mais incidente.

A causa é ainda desconhecida e a dor é o sintoma mais comum, com possibilidade de inchaço local em alguns casos. Quando existe tumor ósseo, pode haver enfraquecimento do osso e levar à fratura com pouca ou nenhuma sobrecarga (fratura patológica). Para identificar o tipo deste tumor faz-se a biópsia, que é a remoção de uma amostra de tecido da região. 

Até a década de 70, os tratamentos utilizados para o câncer consistiam em amputações de membros. Cerca de 85% dos pacientes morriam entre o primeiro e segundo anos de vida após a descoberta da doença. Os últimos anos, porém, foram marcados por grandes avanços no diagnóstico e tratamento do câncer, possibilitando uma sobrevida com mais qualidade. Hoje em dia, a tecnologia permite informações mais precisas sobre o quadro do paciente, além disso, o tratamento e a reabilitação têm enfoque multidisciplinar. “Dependendo de cada caso, o tratamento imediato pode incluir uma combinação de medicamentos, cirurgia e quimioterapia. A radioterapia em alguns casos não tem valor. A quimioterapia prévia possibilita maior chance de preservação do membro”, acrescenta Meohas.

Fonte: www.investimentosenoticias.com.br | 04.04.11


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