Publicado por Redação em Notícias Gerais - 28/03/2012 às 14:50:32

Senado: fundo de servidores é aprovado e vai a plenário

Os partidos da base aliada no Senado se engajaram na estratégia do governo de acelerar a votação do projeto de lei que cria a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp). A matéria foi aprovada nesta quarta-feira nas comissões de Assuntos Sociais (CAS) e na de Constituição e Justiça (CCJ), depois de ter obtido na terça-feira o aval da Comissão de Assuntos Econômicos. Como tramita em regime de urgência constitucional, a expectativa é que o projeto seja votado agora à tarde em plenário e, se aprovado, encaminhado à presidente Dilma Rousseff para a sanção.

Na CAS, apesar do apoio à matéria, parlamentares como Cassildo Maldaner (PMDB-SC) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) fizeram algumas ressalvas. O peemedebista, por exemplo, espera que na regulamentação da Funpresp, o Executivo crie instrumentos de limitação dos recursos poupados pelos servidores públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário, em investimentos de risco. Ele frisou que esses mecanismos já existem na gestão de fundos previdenciários complementares que operam na captação de recursos para poupança e complementação de aposentadoria a longo prazo.

Rodrigo Rollemberg disse que o Brasil caminha no mesmo sentido de outros países que já adotaram a poupança complementar para equilibrar as contas da Previdência. No entanto, ele frisou a necessidade de uma fiscalização rigorosa no gestão dos recursos captados pela fundação, inclusive com a participação do Senado e do Ministério Público.

O relator do projeto, José Pimentel (PT-CE), destacou que somente os novos funcionários que entrarem no serviço público federal depois da promulgação da lei é que serão regidos pelas novas regras. "Preservamos todas as expectativas de direito. Quem tomar posse no serviço público antes da promulgação será regido pela lei atual."

Ele acrescentou que, a partir de 2047, com a captação desses novos recursos, a expectativa é que o déficit da Previdência seja zerado e, em 2070, o sistema passe a ser superavitário. "Estamos tirando o sistema (do atual déficit nas contas), aproveitando o bom momento da economia, para fazer poupança nacional e resolver o grave problema da Previdência."

O projeto aprovado proíbe instituições financeiras diferentes e com qualquer ligação societária de concorrer na mesma licitação para administrar recursos de um dos três fundos de previdência complementar que foram criados no Executivo, Legislativo e Judiciário.

O texto estabelece um teto de aposentadoria no serviço público equivalente a R$ 3.916,20 para os servidores públicos federais, o mesmo previsto para trabalhadores da iniciativa privada. A medida valerá para futuros servidores públicos que forem contratados após a sanção da nova lei e também prevê a contribuição de 11% sobre o teto do Regime Geral da Previdência Social (RGPS).

Os servidores que quiserem receber um benefício acima do previsto pela Previdência deverão contribuir para o regime complementar, o que deverá ser feito em paridade pelo órgão governamental. O limite de contribuição do órgão público será 8,5%.

A manutenção da Funpresp será garantida pela contribuição paritária dos servidores públicos federais e da União, ou seja, cada um entra com 50% dos recursos captados. Cada funcionário decidirá anualmente o percentual de seus vencimentos a ser descontado em folha. Os benefícios serão pagos em caráter vitalício, após 35 anos de contribuição para homens, 30 anos para mulheres, e segundo as regras vigentes para aposentadorias especiais.

A gestão da Funpresp deverá ser exercida por membros do conselho deliberativo, que será composto em número igual de servidores e representantes da União: seis membros indicados pelo Executivo, legislativo e Judiciário, para mandatos de quatro anos. Os representantes de cada Poder indicarão os quatro membros do conselho fiscal. Caberá aos conselheiros a indicação de dois dos quatro diretores executivos do fundo. Outros dois diretores deverão ser eleitos diretamente pelos participantes da fundação.

Para garantir o funcionamento da Funpresp, a União já garantiu aporte de R$ 100 milhões no Orçamento de 2012. Metade desses recursos será destinada à manutenção do fundo do Executivo e R$ 25 milhões para cada fundo do Legislativo e Judiciário. De acordo com a matéria aprovada, a Funpresp será fiscalizada pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), tal como os demais fundos de previdência complementar em funcionamento no País. A contratação de servidores efetivos para a fundação deverá ser feita por concurso público.

Fonte: Uol


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Vendas no varejo sobem 0,9% em agosto, segundo IBGE

As vendas no varejo brasileiro tiveram alta de 0,9% em agosto na comparação com o mês de julho e registraram elevação de 6,2% em relação a agosto de 2012

Notícias Gerais, por Redação

Adolescente ficou sem tomar remédio por quase dois anos

‘Passei a sentir raiva por ter a doença e porque o remédio me fazia mal’, conta rapaz de 17 anos contaminado no parto

Notícias Gerais, por Redação

Taxa de desemprego no Brasil cai a 5,3% em outubro, diz IBGE

O desemprego brasileiro caiu para 5,3% no mês passado, ante 5,4% em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, atingindo o menor nível para outubro desde o início da série histórica em 2002 e dentro do esperado pelo mercado.

Notícias Gerais, por Redação

Dólar opera em queda nesta terça, após estabilidade da véspera

O dólar opera em leve queda nesta terça-feira (27), em linha com os mercados no exterior, que reabriam após os feriados de Natal.

Notícias Gerais, por Redação

Governo teme efeitos de greves na inflação

Além dos prejuízos econômicos das paralisações, a equipe da presidente Dilma Rousseff teme que as greves tragam a reindexação de salários pela inflação passada e pressionem ainda mais uma futura alta nos preços, informa reportagem de Natuza Nery e Renato Machado.

Deixe seu Comentário:

=