Publicado por Redação em Gestão do RH - 19/04/2022 às 18:51:54

Os desafios de gerenciar (e motivar) equipes na volta ao escritório



Depois do desafio de liderar pessoas a distância em meio à pandemia, com muitos colaboradores dispersos – seja por não contarem com espaço e infraestrutura adequados em casa para o trabalho, seja pelo fato de muitos não saberem gerenciar seu tempo no ambiente doméstico –, agora, presencialmente, os líderes enfrentam o desafio de comandar equipes que perderam o foco e até mesmo o senso de pertencimento.

São casos de colaboradores que já não aceitam com naturalidade trabalhar no escritório, que perderam o hábito de lidar com conflitos cara a cara, de atuar em equipe ou, por conta da pressão da pandemia, já não conseguem, por exemplo, separar os problemas de casa do ambiente profissional. Vale lembrar que muitas pessoas (os líderes, inclusive) continuam sob pressão ao lidar com situações como a perda de algum ente querido, crises de ansiedade ou mesmo com o desemprego de familiares.

Segundo uma pesquisa feita pela consultoria Korn Ferry, 70% dos profissionais entrevistados afirmam que retornar ao trabalho presencial será “difícil”, enquanto mais da metade (55%) explica que voltar ao escritório as deixa “estressadas”.  E isso já pode ser percebido na prática.

Converso com executivos de empresas de diversos segmentos e é comum ouvi-los contar que suas equipes presenciais estão dispersas ultimamente e que falta iniciativa ou foco. São colaboradores que estão de corpo presente, mas não com a cabeça no trabalho. Falta a muitos profissionais retomar seu papel dentro de sua função, voltar a ser proativos. A engrenagem não está funcionando como antes da chegada da covid-19. São as mesmas pessoas, mas que não rendem como antes, impactadas pela pandemia e por suas consequências.

E como recobrar esse senso de pertencimento e os níveis de produtividade no trabalho presencial? É preciso investir em treinamento e desenvolvimento, porque é impossível fazer o melhor negócio ou mesmo um bom negócio sem as pessoas estarem bem emocionalmente. Tecnicamente, sabemos que os colaboradores estão preparados, mas sentimos muita inconsistência na parte emocional. E isso se estende a todas as áreas do mercado de trabalho. É comum, atualmente, ter que cobrar datas e entregas de atividades rotineiras, o que exige dos líderes mais atenção e follow-up constante, o que impõe uma demanda adicional na gestão dos líderes.



Fonte: Mundo RH
Por Ana Barbosa – diretora de RH da Usina de Vendas, distribuidora de produtos de mobilidade


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