Publicado por Redação em Notícias Gerais - 19/09/2011 às 18:17:44

Miriam Belchior tenta defender IPI maior para empresários

A ministra Miriam Belchior (Planejamento) teve que defender a medida que elevou o IPI para carros importados, anunciada na semana passada, a uma plateia de empresários em São Paulo.

A medida foi alvo de críticas durante evento organizado pelo Lide, grupo de empresários encabeçados por João Dória Jr.

"Adotamos essa medida, mas não significa que não possamos refletir e melhorá-la", afirmou Belchior. A ministra, entretanto, deixou claro que não estão previstas emendas até o fim da vigência da medida, em dezembro de 2012.

"Ninguém aqui está propondo mudança em uma medida que foi recém-lançada" disse. "Se for necessário, a gente faz mudanças, mas só depois do prazo de vigência da medida."

João Dória Jr. classificou a medida de "discriminatória" e "protecionista" e foi aplaudido. Ele questionou se a decisão de sobretaxar veículos importados era unânime entre os integrantes do governo.

"Tem-se a notícia de que o ministro de Indústria e Comércio [Fernando Pimentel] tinha uma visão diferente em relação a este tema e não teria apoiado num primeiro momento a decisão de sobretaxar os automóveis importados", afirmou Dória.

Miriam respondeu rapidamente.

"Essa é a posição do governo", afirmou. "Pode ter uma pessoa ou outra com essa posição, mas a do governo é a que foi adotada".

Um representante do setor de auto-peças afirmou que os empresários do setor não foram ouvidos sobre as mudanças estipuladas. A ministra, novamente, respondeu enfaticamente. "O Ministério da Fazenda chamou o setor para discutir no âmbito do programa Brasil Maior, que se desdobrou em reuniões subsequentes", afirmou a ministra. "Duvido que haja governo que tenha discutido mais com o setor empresarial suas ações do que os governos Lula e Dilma."

Miriam Belchior defendeu que as empresas estrangeiras estão de olho no mercado consumidor brasileiro e que o governo tenta, com a medida, preservar empregos e as empresas nacionais.

"Essas empresas podem adaptar seus planos de negócios para gerar empregos aqui", afirmou.

Fonte: www1.folha.uol.com.br | 19.09.11


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