Publicado por Redação em Notícias Gerais - 06/06/2014 às 10:40:09

Governo muda cobrança de IOF e facilita empréstimos de bancos e empresas no exterior

Em nota divulgada nesta quarta-feira (4), o Ministério da Fazenda informa que foi publicado no Diário Oficial da União o decreto que reduz o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre empréstimos externos tomados por empresas e bancos.
 
A medida reduz de 360 dias para 180 dias o prazo mínimo das captações externas que terão incidência de alíquota zero de IOF. Para operações inferiores a seis meses, a alíquota de IOF continua em 6%.
 
Segundo o Ministério da Fazenda, a mudança tem o objetivo de facilitar a captação de recursos no mercado externo, com reflexos positivos sobre o custo e a oferta de recursos para os agentes econômicos no País.
 
Com a alteração, o governo vai deixar de arrecadar R$ 10,31 milhões para o ano de 2014, R$ 18,19 milhões para o ano de 2015 e R$ 18,44 milhões para o ano de 2016.
 
Câmbio mais livre
 
A decisão deixa o mercado de câmbio mais livre para a formação de preço, segundo uma fonte da equipe econômica ouvida pelo Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado. Segundo essa fonte, a medida estava "no forno" há meses aguardando o melhor momento para a publicação.
 
É bom lembrar que nos últimos dias o dólar tem se elevado em relação ao real. Na terça-feira (3), a moeda norte-americana terminou o pregão com elevação de 0,26%, cotada a R$ 2,27.
 
O Banco Central deu mostras de que não está confortável com o movimento recente de alta do dólar e está irrigando com dólares o mercado futuro para segurar a cotação ou impedir um movimento de alta mais forte. O Banco Central, inclusive, alterou o ritmo diário das operações de rolagem dos contratos de swap cambial.
 
Para a equipe econômica do governo, a mudança na taxação dos empréstimos externos é considerada uma medida de normalização de mercado para deixá-lo operar mais livremente. Ao reduzir o prazo das operações de empréstimos de bancos e empresas no exterior, o governo barateia o crédito para as empresas em um cenário em que a oferta de financiamento ainda é considerada escassa e facilita a entrada no País de mais recursos captados no exterior.
 
O IOF tem sido usado pelo governo desde 2011 para regular essas operações. Naquele ano, o Ministério da Fazenda estava preocupado não só com a valorização do real, mas também com o excesso de oferta de crédito no mercado doméstico com recursos captados no exterior. O governo chegou a taxar operações de empréstimo externo com prazo de até cinco anos. Os prazos foram sendo reduzidos e, hoje, com o novo decreto, limita a cobrança de IOF sobre as operações abaixo de 180 dias.
 
Objetivo é normalizar câmbio, diz Mantega
 
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou hoje que a decisão tem o objetivo de "normalizar" o mercado de câmbio. O ministro argumentou que o câmbio está estável no País e isso possibilitou ao governo tomar a medida.
 
O câmbio brasileiro, que havia se desvalorizado, já se valorizou e está em patamar normal. Nos últimos seis meses, a moeda brasileira é a segunda que mais valorizou. Portanto, estamos com situação normal no mercado de câmbio, então estamos suprimindo o último IOF que existia daqueles que tomamos. Isso significa que o mercado cambial está funcionando normalmente.
 
O ministro acrescentou que o câmbio é flutuante e, por isso, pode ter uma cotação diferente a cada dia.
 
Essa medida tinha sido tomada na época em que havia fluxo exagerado de capitais para o Brasil e esse fluxo se normalizou ao longo do tempo. Temos hoje um fluxo normal, um fluxo bom. O IED está na faixa de US$ 65 bilhões ao ano e só no ultimo mês foi mais de US$ 5 bilhões. Também temos investimento financeiro em renda fixa numa faixa boa. Portanto, há fluxo normal de capital externo para o Brasil.
 
Mantega argumentou que a medida vai facilitar a tomada de crédito no exterior e disse que a renúncia é praticamente inexistente, porque hoje não há grande volume de operações nessas características.
 
As empresas estão tomando crédito com dois anos, quatro anos.
 
 
 
Fonte:Portal R7


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Investimentos: quase um terço dos brasileiros espera retorno de até 25% este ano

Os brasileiros estão otimistas com as suas aplicações financeiras este ano. De acordo com a Pesquisa Global de Opinião dos Investidores de 2012, realizada pela Franklin Templeton,

Notícias Gerais, por Redação

Bolsas asiáticas caem de olho em impasse de dívida nos EUA

As bolsas de valores asiáticas fecharam em baixa nesta segunda-feira, com incerteza continuada sobre como os líderes da zona do euro responderão às dificuldades dos bancos, enquanto os políticos dos Estados Unidos aparentemente fracassavam em acertar uma redução de déficit.

Notícias Gerais, por Redação

Recuo da economia leva governo a rever projeção para o PIB

Novas projeções apresentadas pelo Banco Central reforçaram avaliações internas do governo de que o crescimento da economia brasileira neste ano poderá ficar abaixo de 3,5%, taxa apresentada como piso pelo Ministério da Fazenda nesta semana.

Deixe seu Comentário:

=