Publicado por Redação em Notícias Gerais - 03/06/2015 às 11:28:02

Desemprego fica em 8% no trimestre até abril, diz IBGE

Oferta de vagas tem reduzido nos últimos meses

É a maior taxa para o trimestre desde o início da pesquisa, em 2012. No trimestre encerrado em abril, havia 8 milhões de pessoas desocupadas.

A taxa de desemprego subiu nos últimos três meses até abril deste ano e chegou a 8%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo trimestre de 2014, o índice foi de 7,1%, no trimestre encerrado em janeiro deste ano, em 6,8%, e nos primeiros três meses de 2015, em 7,9% .

“Um número maior de pessoas procurou trabalho do que a gente observou em períodos anteriores”, afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

De acordo com o IBGE, é a maior taxa para o trimestre encerrado em abril desde o início da pesquisa, que começou em janeiro de 2012. Naquele ano, o índice de desemprego ficou em 7,8%, se repetindo em 2013.

Na comparação com todos os trimestres, é o maior resultado desde janeiro a março de 2013, quando a taxa também foi de 8%.

Segundo Azeredo, de 2013 para 2014, a população ocupada tinha aumentado 1,9%. Já de 2014 para 2015, cresceu 0,7%. Na comparação anual foi a menor geração de postos de trabalho da série.

Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substitui a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). São investigados 3.464 municípios e aproximadamente 210 mil domicílios em um trimestre, informou o coordenador do IBGE.

Ocupação

No trimestre encerrado em abril, havia 8 milhões de pessoas desocupadas. A estimativa no trimestre de novembro a janeiro de 2015 era de 6,8 milhões, o que aponta alta de 18,7% (1,3 milhão de pessoas a mais). No confronto com igual trimestre do ano passado, essa estimativa sobe 14% (985 mil pessoas a mais).

Já o número de pessoas ocupadas foi estimado em 92,2 milhões. No confronto com o trimestre de novembro a janeiro deste ano, houve redução de 511 mil pessoas (-0,6%). Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a estimativa sobe 0,7%, (629 mil pessoas a mais).

“Em anos anteriores, ela [população ocupada] ficou estável. Agora, ela apresenta um início de queda de 0,6%. O que significa isso? A geração de vagas, de postos de trabalho, de oportunidade de emprego reduziu e consequentemente um número de pessoas buscando trabalho acabou aumentando”, diz Azeredo.

O nível da ocupação foi estimado em 56,3% no trimestre terminado em abril - declínio de 0,5 ponto percentual frente ao trimestre de novembro a janeiro.

Comportamento semelhante foi observado quando na comparação com igual trimestre do ano anterior. Segundo o IBGE, isso ocorre devido ao acréscimo da população em idade de trabalhar (1,7%) ter sido superior ao da população ocupada (0,7%).

“A população ocupada subiu 0,7% e a população em idade de trabalhar subiu 1,7%, ou seja, entrou mais gente do que cresceu a população ocupada, consequentemente, o nível da população vai aumentar e consequentemente a fila da desocupação vai aumentar também”, prevê o coordenador.

“A desocupação aumenta baseada num movimento sazonal só que ela vai além do sazonal, teve intensidade maior. A população ocupada, que até então estava estável, deixou de estar estável, apresentou queda. Ela, num período mais curto, caiu meio milhão. O reflexo foi na população desocupada. Nesse início do ano com final do ano ficou aquela expectativa de quanto o mercado vai reter de população ocupada, e ele não reteve nada, ele botou para fora”, completou Cimar Azeredo.

No setor privado, houve redução de empregados em relação ao trimestre de novembro a janeiro de 2015 de 1,1% entre os que têm carteira de trabalho e de 3,6% entre os sem carteira assinada. Mesma situação ocorre em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2014 (com carteira, de -1,5%, e sem carteira, de -3,7%). De acordo com o IBGE, em um ano, o contingente de empregados no setor privado com carteira assinada perdeu 552 mil pessoas.

Nos grupamentos por atividade, em relação ao trimestre de novembro a janeiro de 2015, houve grande variação apenas no setor de construção (-3,7%). Frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2014, houve redução no contingente de trabalhadores na administração pública, defesa e seguridade social (-9,5%) e na construção (-7,6%). Já nos setores de educação, saúde e serviços sociais, e de serviços prestados às empresas, houve aumento na ocupação de 7,2% e 6,7%, respectivamente.

Rendimento

Já o rendimento médio real habitualmente recebido (R$ 1.855) ficou estável frente ao trimestre de novembro a janeiro de 2015 (R$ 1.864) e em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 1.862).

Fonte: Portal G1


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Inflação desacelera em junho, mas estoura meta do governo

 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que é considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,38% em junho e no acumulado em 12 meses superou o teto da meta ao avançar 6,67%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (21).

Notícias Gerais, por Redação

Em semana de Copom, mercado aposta em manutenção da Selic

Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para definir a nova taxa básica de juros da economia brasileira, o mercado segue apostando que o colegiado vai manter a Selic no atual patamar de 7,25% ao ano, o menor nível da história do País.

Notícias Gerais, por Redação

Governo libera R$ 174,4 milhões para o seguro-desemprego

O governo vai liberar R$ 174,4 milhões para o pagamento do seguro-desemprego. O decreto, assinado pela presidente Dilma Rousseff e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, está publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.

Notícias Gerais, por Redação

Apesar do mau humor externo, Ibovespa tenta se manter em alta nesta manhã

Na contramão do mau humor internacional, por conta de dados decepcionantes sobre a economia dos Estados Unidos, a bolsa brasileira abre em campo positivo no pregão desta quarta-feira (15).

Notícias Gerais, por Redação

INSS recebe sugestões sobre prazos do auxílio-doença

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) abriu, no início deste mês, consulta pública para definir uma nova lista com os prazos para afastamento do trabalho por doença ou lesão.

Deixe seu Comentário:

=