Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 18/07/2011 às 16:10:40

Cientistas desenvolvem vacina experimental contra meningite

Pesquisadores de Washington desenvolveram uma nova vacina capaz de oferecer proteção contra mais de 300 cepas de meningococo B, o patogênico bacteriano que causa a meningite, segundo um estudo publicado na última quarta-feira (13) na revista Science Translational Medicine. As informações são da agência Efe.
 
A equipe, liderada pelo microbiólogo Rino Rappuoli, afirma que até agora o desenvolvimento de uma vacina amplamente protetora foi “difícil”, já que há “inúmeras cepas da bactéria circulando”.
 
A meningite é causada por diferentes microorganismos. Os grupos A, C, W-135 e E podem ser neutralizados com vacina. No entanto, o meningococo B, que é ao mais comum, é também o mais difícil de controlar, por isso focaram neste tipo de bactéria.
 
Os indivíduos  que têm meningite costumam sofrer com frequência dano cerebral, problemas de aprendizagem, perda de audição e podem até morrer, por isso que “a doença continua sendo motivo de preocupação de saúde pública em nível global, especialmente em crianças, as mais vulneráveis”.
 
Rappuoli, chefe de pesquisa do departamento de vacinas da multinacional farmacêutica Novartis, e sua equipe desenvolveram 54 imunógenos (substâncias capazes de desencadear uma resposta das defesas imunológicas do organismo) que foram testadas em ratos.
 
Após fazer testes em animais para ver se o imunógeno incitou a criação de anticorpos, depois de serem expostos a diversas cepas de meningococo B, os pesquisadores focaram em oito que apresentaram a melhor resposta.
 
Os estudiosos os utilizaram para testá-los em experimentos contra um grupo maior e diversificado de cepas de meningococo B.
 
Sendo assim, Rappuoli e sua equipe conseguiram identificar com precisão o imunógeno mais eficaz (chamado G1), capaz de induzir anticorpos que podem eliminar todas as cepas de meningococo B, o que indica que o G1 pode ser aproveitado para produzir uma vacina amplamente protetora.
 
Este novo enfoque para desenvolver vacinas “pode ser útil para outras patogenias que apresentam um alto grau de variação similar, tal como o HIV” e se abrem novas perspectivas para o futuro desenho de vacinas universais.
 
A equipe utilizou o meningococo neste campo porque é menos complexo que agentes como o HIV, explicou.
 
Segundo a publicação, o desenvolvimento de vacinas universais capazes de proteger contra todas as variantes naturais de patogenias que mutam com frequência como a gripe, a malária, o HIV e o meningococo é um dos principais desafios da ciência moderna.
 
Rappuoli assinalou que já têm uma vacina contra o meningococo que está sendo pesquisada pelas agências reguladoras, mas esta seria uma “segunda geração” mais avançada, embora reconheceu que ainda falta alguns anos para ser disponibilizada.
 
No estudo, intitulado Rational Design of a Meningococcal Antigen Inducing Broad Protective Immunity, participaram cientistas do Departamento de Vacinas e Diagnósticos da farmacêutica Novartis, assim como da Universidade de Florença (Itália).
 
Fonte: www.saudeweb.com.br | 18.07.11

Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Número de transplantes cresce 52% no DF

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram aumento também da quantidade de doadores em 2012 

Saúde Empresarial, por Redação

Cadastro Nacional de Especialistas identifica atuação médica

Conhecer o perfil dos médicos e a distribuição da atuação médica em todo o território nacional é o principal objetivo do Cadastro Nacional de Especialistas, que está sendo elaborado em ação conjunta do Ministério da Saúde e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Saúde Empresarial, por Redação

Fatores emocionais explicam casos de obesidade infantil

Além dos hábitos alimentares e do estilo de vida, um aspecto essencial pode estar relacionado à obesidade infantil: o fator emocional.

Deixe seu Comentário:

=