Publicado por Redação em Mercado - 01/07/2025 às 21:42:46

Brasil tem recorde de emprego com carteira, com taxa de desemprego de 6,2%

Nesta sexta-feira (27), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados referentes ao mercado de trabalho. Nos três meses até maio, a taxa de desemprego ficou abaixo do projetado em pesquisa Reuters — de 6,45% –, caindo de 6,8% no trimestre anterior para 6,2% no último. No mesmo período de 2024, o percentual de pessoas desempregadas foi de 7,1%. O trabalho formal teve recorde no período. Em relação ao mesmo período do ano passado, número de trabalhadores com carteira assinada subiu 1,2% na comparação trimestral e 2,5% na base anual, com 103,869 milhões.

Os números mostram que o mercado segue aquecido, sustentando a atividade econômica, sobretudo o consumo das famílias. Apesar da queda, a taxa de desemprego de fevereiro a maio marcou o nível mais baixo desde o final do ano passado, quando também ficou em 6,2% no trimestre até dezembro, bem como a menor taxa da série para um trimestre encerrado em maio.

Dados do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre mostraram que as despesas das famílias ajudaram a atividade econômica com um aumento de 1,0%, depois de apresentaram retração no final de 2024. “Diante das surpresas observadas nos últimos meses e da natureza cíclica do mercado de trabalho, ainda esperamos uma desaceleração gradual do setor, embora ele deva permanecer nesses níveis historicamente mínimos por mais algum tempo”, apontou Igor Cadilhac, economista do PicPay.

Um mercado de trabalho com taxa de desemprego em níveis historicamente baixos e renda em alta exerce pressão inflacionária, principalmente no setor de serviços. Na tentativa de controlar a alta dos preços, recentemente, o Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros na semana passada a 15%, indicando que a taxa deve permanecer inalterada por “período bastante prolongado”.

Nos três meses até maio, o número de desempregados recuou 8,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior, chegando a 6,828 milhões de pessoas. Isso representa ainda uma queda de 12,3% sobre o mesmo período do ano passado.

“Os principais responsáveis para a redução expressiva da taxa de desocupação foram o aumento do contingente de ocupados, que cresceu 1,2 milhão de pessoas, naturalmente reduzindo a desocupação, além de taxas de subutilização mais baixas”, explicou Kratochwill.

De acordo com o IBGE, a taxa composta de subutilização da força de trabalho — percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada — ficou em 14,9% nos três meses até maio, de 15,7% no trimestre anterior.

“O mercado de trabalho se mostra sólido, levando à redução da mão-de-obra mais qualificada disponível e ao aumento de vagas formais”, acrescentou Kratochwill. O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu o recorde de 39,762 milhões no trimestre até maio, marcando uma alta de 0,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior e crescendo 3,7% sobre o mesmo trimestre do ano passado.

Os que não tinham carteira subiram 1,2% sobre o trimestre até fevereiro e 0,2% na base anual, chegando a 13,7 milhões. Nos três meses até maio, a renda média mensal real de todos os trabalhos chegou a R$3.457, de R$3.442 no período de dezembro a fevereiro, um aumento de 0,4%.

Fonte: Forbes Brasil


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