Publicado por Redação em Mercado - 26/11/2025 às 07:48:19

Benefícios viram motor do RH em 2026

O ano de 2026 começa com um movimento claro no mercado de Recursos Humanos: os benefícios corporativos deixaram de ser vistos como “custo” e passaram a ocupar o centro da estratégia de atração, retenção e produtividade. A pesquisa “Benefícios Corporativos 2025”, realizada pela Robert Half, indica que embora 57% dos profissionais estejam satisfeitos com os benefícios atuais, 76% desejam mudanças. O estudo ainda destaca um dado que redefine prioridades no RH: 84% dos trabalhadores querem personalização, mas apenas 21% têm essa possibilidade hoje — um descompasso que pressiona empresas a repensarem seus modelos.

Outro indicativo relevante vem do estudo “Tendências em RH para 2025”, publicado pela Pluxee, que mostra que companhias com altos índices de diversidade na América Latina são 27% mais lucrativas. A constatação reforça que políticas de RH — incluindo inclusão, cultura organizacional e benefícios flexíveis — impactam diretamente o desempenho financeiro.

Segundo Gustavo Chehara, CEO e fundador da Joyn Benefícios, hub especializado em soluções corporativas que reduz custos e aprimora a experiência dos colaboradores, o cenário é claro:
“Em 2026, não existe mais espaço para pacotes de benefícios genéricos. Os colaboradores querem personalização, bem-estar e soluções que conversem com seu momento de vida. As empresas que compreenderem isso primeiro terão vantagem competitiva real.”

Nos Estados Unidos, o relatório “Key Trends in U.S. Benefits for 2024 and Beyond”, conduzido pela Aon, aponta que gerenciar custos de saúde foi prioridade número um para 38% das empresas. Na sequência, aparecem investimentos em benefícios voltados à atração e retenção, saúde integral e ampliação do acesso a serviços médicos. As projeções da consultoria indicam que essas prioridades se intensificaram ao longo de 2025 e devem ganhar ainda mais força em 2026 — impulsionadas pela inflação médica e pela mudança no comportamento dos profissionais.

Para Chehara, os dados mostram que benefícios já não são acessórios:
“Os benefícios corporativos passam a ser analisados como ferramentas estratégicas de negócio, e não apenas como recursos administrativos.”

A Joyn Benefícios, que apoia empresas no redesenho de pacotes e na gestão integrada, observa essa transformação de perto. Segundo o executivo, organizações que viam benefícios como despesa agora buscam modelos consultivos, voltados à eficiência financeira e à experiência do colaborador.
“Políticas bem estruturadas reduzem custos, diminuem afastamentos e fortalecem a cultura. Há casos em que a reorganização gera economia imediata e, ao mesmo tempo, aumenta a satisfação das equipes”, destaca.

Fonte: Mundo RH


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