Publicado por Redação em Notícias Gerais - 29/09/2011 às 09:27:39

BC reduz previsão do PIB e vê inflação com chance de estourar meta

O Banco Central reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira neste ano de 4,0% para 3,5%, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira (29).

A redução se deve, segundo o BC, aos resultados abaixo do esperado divulgados no primeiro semestre, a dados parciais que mostram desaceleração no terceiro e à revisão das projeções para os últimos três meses do ano.

A agropecuária deverá crescer 2,1%, 0,2 ponto percentual acima da estimativa anterior. A expansão do setor industrial teve recuo de 1,9 ponto, para 2,3%. A produção do setor de serviços deve aumentar 3,5%, ante 3,8% na projeção anterior.

Em relação à demanda, a nova projeção considera crescimento maior no consumo das famílias (de 4,1% para 4,5%) e para o consumo de governo (de 1,9% para 2,1%). A estimativa para os investimentos foi reduzida de 6,4% para 5,6%.

INFLAÇÃO

O Banco Central aumentou a previsão de inflação neste ano de 5,8% para 6,4% e avalia que há 45% de chance de que os preços fiquem acima do limite da meta fixada pelo governo.

A meta de inflação é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Hoje, os preços acumulam alta de 7,23% em 12 meses.

A projeção não considera, no entanto, o nível atual do dólar. O BC usou na conta uma taxa de R$ 1,65, valor em que estava no dia 9 de setembro.

O BC também não colocou no cálculo o impacto de novas reduções da taxa básica de juros, que está hoje em 12% ao ano.

Para 2012, a previsão caiu de 4,8% para 4,7%. Nesse caso, as estimativas para o dólar e juros também estão defasadas.

O BC também calcula a inflação com base nas previsões do mercado financeiro. Nesse caso, a estimativa de 2011 também é de 6,4%. Para 2012, passou de 4,9% e para 5,0%.

25% DE CRISE

O BC calculou ainda como ficaria a inflação se a crise externa tivesse um impacto sobre o Brasil equivalente a 25% do que aconteceu em 2008/2009. A instituição considera uma crise "mais persistente e menos aguda".

Nesse cenário, a inflação também fica em 6,4% neste ano e recua para 4,7% em 2012.

Fonte: www1.folha.uol.com.br | 29.09.11

 


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