Publicado por Redação em Notícias Gerais - 18/07/2013 às 09:30:40
Adolescente ficou sem tomar remédio por quase dois anos
O adolescente Geraldo (nome fictício), hoje com 17 anos, nasceu com HIV - ele pegou o vírus da mãe e foi contaminado durante o parto. Ele é um dos jovens que largaram o tratamento na metade e agora luta para reconstruir o sistema imunológico, que ficou abalado pela suspensão do uso da medicação.
Até os 10 anos, Geraldo não sabia que tinha uma doença. Tinha amigos, frequentava a escola normalmente, tomava a medicação em dia, mas não sabia para que servia. Também não sabia que seus pais eram HIV positivo.
Seu pai morreu quando ele tinha 4 anos, e ele só percebeu que havia algum problema com sua mãe quando ela adoeceu. “Me disseram que era um problema no pulmão e ela morreu pouco tempo depois.” Mesmo assim, ele não soube o real motivo da morte na época.
Geraldo passou a ser criado pela tia. E então começou a questioná-la sobre o motivo de ter de tomar tanto remédio. A tia sempre desconversava, tinha medo de o menino sofrer preconceito. A dúvida terminou quando ele decidiu perguntar diretamente para a médica, que explicou que ele tinha um “bichinho no sangue” que fazia as defesas de seu corpo ficarem baixas. E que, por isso, ele teria de tomar remédios pela vida toda. “Fiquei assustado.”
Por volta dos 14 anos, Geraldo começou a sentir os efeitos colaterais das drogas: tinha fortes dores de estômago, pois tomava dez comprimidos por dia. Foi nessa época que passou a “esquecer” de tomar os remédios. “Colocava na boca, mas jogava no vaso sanitário para minha tia não perceber.”
Por quase dois anos, ele deixou de tomar o remédio e a consequência foi que a sua carga viral ficou muito alta e ele passou a desenvolver pneumonias e outras doenças oportunistas.
“Passei a sentir raiva por ter a doença e porque o remédio me fazia mal. Só voltei a tomar quando fiquei muito tempo internado”, conta o jovem, que estava internado havia mais de 30 dias quando conversou com o Estado.
Hoje, Geraldo diz se arrepender de ter abandonado o tratamento. “Agora entendo a importância da medicação. Hoje faço o possível para tomar direitinho.”
Fonte: O Estado de São Paulo
Posts relacionados
STF muda regra de pagamento de dívidas do governo a pessoas físicas e empresas
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira que parte da Emenda Constitucional 62/2009 - que, entre outros, permitia que Estados e municípios parcelassem dívidas judiciais (precatórios) - é parcialmente inconstitucional.
Mercado mantém previsão de PIB abaixo de 2% e eleva inflação em 2012
O mercado interrompeu uma série de 10 semanas seguidas de reduções e manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano em 1,90%, porém elevou a perspectiva de inflação para 4,92% ante 4,87%
Consumo deve impulsionar o PIB no 4º tri, dizem economistas
Após recuar 0,1% entre o segundo e o terceiro trimestre, o consumo das famílias deve ter voltado a subir nos últimos meses de 2011, estimam economistas consultados pelo Valor.
Dilma diz que nova ministra atuará segundo diretrizes do governo
Na posse da ministra Eleonora Menicucci (Secretaria de Política para Mulheres), a presidente Dilma Rousseff afirmou que a indicada, favorável à descriminalização do aborto, atuará seguindo a linha do governo.
Valor de empresas listadas na Bovespa cai 10,5% em 2011
O valor de mercado das empresas listadas na BM&FBovespa caiu 10,5% em 2011, em relação ao ano anterior, totalizando R$ 2,29 trilhões, referente a 373 companhias. Em 2010, o valor era de R$ 2,56 trilhões, referente a 381 empresas.


