Publicado por Redação em Mercado - 26/12/2021 às 13:59:09

73% dos brasileiros afirmam que a pandemia prejudicou seus planos de carreira, mostra pesquisa



Não é novidade que a pandemia teve efeitos significativos no mercado de trabalho. Em março deste ano, a taxa de desemprego chegou a 14,7% – maior da série desde 2012. E, segundo a última divulgação em novembro, a taxa teve uma redução para 12,6%, mas 13,5 milhões de pessoas seguem sem emprego.

Neste período, a percepção dos trabalhadores sobre suas respectivas carreiras mudou: 73% confirmam que a pandemia prejudicou seus planos de carreira, segundo um estudo da Mindsight, uma consultoria de carreira e de gestão de pessoas.

A pesquisa contou com 701 participantes e revelou que 73% dos entrevistados acreditam que a Covid-19 prejudicou seus planos de desenvolvimento profissional.

Ainda, no terceiro trimestre, quase 30% dos desempregados estavam em busca de uma vaga havia mais de dois anos, maior porcentual de pessoas nessa situação em toda a série histórica iniciada em 2012, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“O mercado de trabalho sofreu bastante desde o início da pandemia, deixando diversas pessoas desempregadas em busca de uma recolocação, assim como frustradas com o ritmo no qual suas carreiras estão avançando”, conta Thaylan Toth, CEO da Mindsight.

Dos entrevistados pela pesquisa, 51,2% estão desempregados e buscando uma recolocação no mercado, enquanto 44% dos brasileiros afirmam estar com suas carreiras estagnadas.

Ainda, 43,7% dos entrevistados confirmam que foram demitidos durante a pandemia.

Apesar dos desafios, a expectativa para 2022 é mais positiva: especialistas acreditam que as empresas estão se adaptando e vão voltar a contratar com mais força nos próximos meses, o que pode movimentar mais o mercado.

Mas para o profissional a lição que fica é procurar se requalificar e buscar melhorar as habilidades técnicas e, especialmente, interpessoais para conseguir se recolocar ou trocar de trabalho. O InfoMoney publicou um artigo que explica os conceitos de reskilling e upskilling que podem ajudar os profissionais a pensarem nos próximos passos.

Recorte racial e de sexo

O estudo também trouxe um recorte racial, que mostra que os pretos e pardos foram ainda mais impactados diante do contexto da pandemia. Do total de pessoas, 49% das pessoas pretas e pardas foram demitidas, ante 40% entre brancos.

Além disso, 67,6% das pessoas pretas e pardas dizem que alteraram os planos de carreira pensando no momento atual da pandemia, entre os brancos o índice é de 64%.

Considerando os números por sexo, 58,2% das mulheres entrevistadas estão desempregadas, ante 44,9% dos homens. Outro dado mostra que 60% das mulheres afirmam que a pandemia tem afetado a sua autoestima no âmbito profissional, enquanto 50% dos homens afirmaram o mesmo.

A percepção sobre o mercado de trabalho também muda conforme o sexo: 61% do público feminino diz não sentir o mercado aquecido e que não há vagas disponíveis, enquanto entre os homens o índice é de 52%.

Somado a isso, mais mulheres foram demitidas (45%) do que homens (42%) e 58% do total de participantes estão atualmente demitidas, enquanto para os homens o índice cai para 45%.



Fonte: InfoMoney


Posts relacionados

Mercado, por Redação

Futuro do Trabalho: 4 tendências que prometem moldar o mercado em 2026

Novo estudo do Glassdoor revela um cenário de incertezas, com distanciamento entre líderes e equipes e dilemas para quem busca crescer na carreira

Mercado, por Redação

77% dos profissionais relatam que a IA aumentou a carga de trabalho e prejudicou a produtividade

Estudo global mostra que, enquanto executivos apostam na inteligência artificial, colaboradores relatam mais trabalho e maior risco de burnout

Mercado, por Redação

Nova York exige que empresas comuniquem demissões relacionadas ao uso de IA

Governo também aumentou as proteções aos profissionais em meio aos impactos da IA na força de trabalho. Leia na Forbes Brasil.

Deixe seu Comentário:

=