Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 03/10/2012 às 17:21:09

Educação alimentar traz resultados a médio e longo prazo

Manutenção dos novos hábitos

Ainda que alguns resultados possam ser observados durante, ou no final de um programa de educação alimentar, as melhoras significativas e efetivas são a médio e longo prazo.

É o que revela a pesquisadora Vanilde de Castro, da USP.

Ela analisou mudanças de comportamento em adultos com excesso de peso após participarem de um Programa de Educação Alimentar (PRAUSP) coordenado pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP).

Foi dada atenção especial aos fatores que facilitaram a manutenção dos hábitos adquiridos após a participação no programa.

As mudanças investigadas foram quanto aos hábitos de vida - consumo de álcool, cigarro e prática de atividade física, à alimentação e as alterações de peso, cintura e quadril.

Frutas, verduras e mastigação

A pesquisadora dividiu os participantes do programa em dois grupos. Um com pessoas que finalizaram o programa, chamados de Grupo Intervenção, que tiveram frequência mínima de 70%.

Os resultados mostraram que esses realizaram mais mudanças comportamentais do que aqueles do chamado de Grupo Abandono, que tiveram frequência igual ou inferior a 30%.

"Mas as alterações nem sempre foram mantidas no período posterior. O programa mostrou-se eficaz em promover modificações comportamentais, mas é preciso considerar o perfil dos participantes no planejamento das atividades", enfatiza a pesquisadora.

A boa notícia, diz ela, é que os participantes dos dois grupos aumentaram o consumo de verduras, legumes e frutas e reduziram frituras e embutidos, sendo estas mudanças as mais realizadas e mantidas também após o programa.

E, ainda, a participação integral no programa, do Grupo Intervenção, levou a mudanças significativas, como ao aumento da mastigação e fracionamento da alimentação, bem como a redução da compulsão alimentar, do Índice de Massa Corporal (IMC), e da circunferência da cintura.

"Isso leva, a longo prazo, à diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares", lembra a pesquisadora.

Compensação

Entre os resultados da pesquisa, constatou-se o aumento do consumo de álcool entre os participantes do Grupo Intervenção.

Este fato, diz Vanilde, merece mais investigação para confirmar se este comportamento reflete a realidade atual vivenciada pela maioria da população ou se constitui em uma forma de compensação encontrada pelos participantes.

"Deve-se considerar também, que as informações relativas ao consumo de álcool foram obtidas por questionários diferentes, o que poderia ter contribuído para a diferença encontrada", explica.

Fonte: www.diariodasaude.com.br


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Despesas assistenciais entre líderes de planos de saúde batem recorde de R$ 30,5 bi

Levantamento considera dados de 29 operadoras associadas à FenaSaúde

Saúde Empresarial, por Redação

Estudo avança rumo à vacina universal contra a gripe

Pesquisadores dos Estados Unidos conseguiram dar um passo importante para desenvolver uma vacina contra a gripe que possa valer por um período mais longo e proteger contra as diferentes versões dos vírus.

Saúde Empresarial, por Redação

Investimento privado em ações de combate ao câncer terá dedução fiscal

Empresas e pessoas físicas poderão abater de seu Imposto de Renda aportes feitos nas duas áreas, com foco na expansão destes serviços na rede pública

Saúde Empresarial, por Redação

Governo brasileiro inaugura fábrica de medicamentos na África

O governo brasileiro vai inaugurar neste sábado uma fábrica de medicamentos para tratamento de aids em Moçambique, na África, por meio de um acordo de cooperação entre os dois países assinado em 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Saúde Empresarial, por Redação

ANS esclarece regras de uso do Cartão Nacional de Saúde

Em relação à obrigatoriedade do Cartão Nacional de Saúde (CNS) para os atendimentos pelo SUS a partir do dia 1° de março, e pelos planos de saúde a partir do dia 05 de junho, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) esclarece que:

Saúde Empresarial, por Redação

Vacinas contra gripe são menos eficazes em obesos

A vacina contra a gripe pode ser menos eficaz em pessoas obesas, aponta um novo estudo desenvolvido na University of North Carolina (EUA). O estudo pode explicar um fenômeno visto durante a vacinação contra a gripe suína em 2009. De acordo com pesquisadores, obesos mostraram respostas imunológicas piores às vacinas.

Deixe seu Comentário:

=