Publicado por Redação em Gestão do RH - 26/01/2022 às 11:00:39

Como não sobrecarregar um futuro líder



Profissionais que se destacam na equipe costumam receber mais responsabilidades e até a atuar como líderes em determinados projetos ou em ocasiões específicas. Mas é comum acontecer também de esses talentos ficarem sobrecarregados, o que compromete, inclusive, a produtividade e o engajamento deles. Veja como não deixar que isso ocorra.

Defina limites e expectativas

Tanto o líder informal quanto o restante da equipe precisam ter clareza do que é esperado e de até onde vão as atribuições do funcionário que assume mais responsabilidades. “Sem esses limites, o trabalho pode virar bagunça e acabar gerando conflito, disputa de poder entre os pares, insubordinação e frustração para todos”, fala Ligia Costa, mentora de líderes femininas e autora do livro Líder Humano Gera Resultados (Editora Gente, 49,90 reais).

No desejo de entregar tudo o que sabe e superar as expectativas dos colegas e do chefe, pode acontecer de o líder informal se exceder na quantidade de energia ou de tempo dedicado ao trabalho e acabar exaurido, insatisfeito e improdutivo. Conversar e colocar esse tipo de limite no comportamento do empregado também está nas mãos do superior.
 

Seja realista

Falar em chance de promoção, aumento de salário ou upgrade de cargo é uma forma de apoiar materialmente a dedicação de um profissional destacado como liderança informal, mas essas possibilidades não devem ser colocadas como condição ou se tornar promessas vazias para que ele aceite mais responsabilidades. Há outros tipos de incentivo a ser oferecidos: cursos, treinamentos e mentoria de liderança ajudam a expandir os horizontes de carreira, e dar autonomia para formação ou ampliação de equipe pode aliviar a possível sobrecarga de atividades no dia a dia.

Forneça feedbacks constantes

Investir na formação de lideranças informais passa por orientar como elas devem se comunicar com pares, clientes e superiores, avaliar seu desempenho e sugerir maneiras de aprimorar competências necessárias para a função, além de estar aberto a dar conselhos e tirar dúvidas relacionadas ao exercício das atividades. A falta de amparo por parte da gestão formal pode gerar insegurança, ansiedade e paralisia por medo de errar, e acabar afetando a performance e a satisfação do profissional, além do andamento do trabalho.

Atue como aliado, não adversário

É comum haver insegurança por parte do superior, que passa a se sentir ameaçado ou ofuscado pelo talento do subordinado ou até de perder para ele a autoridade sobre o time, o que levaria alguns a pensar em boicotar o surgimento de líderes informais. “Deixar de lado interesses pessoais e pensar no todo da equipe e da empresa ao apostar no desenvolvimento de talentos compartilhando o que sabe é colocar em prática uma mentalidade de abundância e o que se espera de bons líderes”, afirma Caroline Marcon, coach executiva e especialista em desenvolvimento humano.



Fonte: VOCÊ RH


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