Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 30/10/2012 às 16:37:47

ANS avaliará situação de planos de saúde em áreas sem estrutura

O principal tópico é em relação ao cumprimento dos prazos máximos para marcação de consultas e exames

O diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Mauricio Ceschin, disse nesta terça-feira (30) que o órgão vai analisar casos em que a estrutura de saúde deficitária de determinadas áreas têm afetado a prestação de serviços dos planos de saúde – sobretudo em relação ao cumprimento dos prazos máximos para marcação de consultas e exames.

“Os prazos valem para todo o território nacional. O que a gente tem percebido são situações específicas de algumas localidades que, para determinadas especialidades, estão tendo dificuldades. Vamos analisar, ver se isso procede e ver que medida podemos tomar ou não em relação aos prazos. Mas a gente não tem combinado nenhuma mudança do ponto de vista de alterar prazos em função de situações generalizadas”, explicou.

Ao participar de audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, Ceschin lembrou que as normas atuais preveem o encaminhamento dos beneficiários para municípios vizinhos, caso a especialidade médica não esteja disponível na cidade onde o paciente mora. Os custos de deslocamento devem ser pagos pela operadora do plano de saúde.

“Podem acontecer situações em que nem no município vizinho ou nas localidades adjacentes há esse recurso. Se isso for eventual ou alguma situação específica, a agência pode analisar alguma exceção. Se for generalizado, temos que analisar se aquela operadora tem condições de oferecer o produto para aquela população”, disse. “Não são muitos casos que vieram a nós. Temos condição de analisar caso a caso”, completou.

Durante o debate, o diretor-presidente da ANS avaliou que o setor tem usado da chamada super utilização de tecnologia, e que o fenômeno tem resultado em desperdício. Segundo Ceschin, 30% dos resultados de exames encomendados a laboratórios conveniados, por exemplo, não são acessados pelos usuários.

“Se ele nem vai buscar o resultado, [o exame] não é necessário. A gente tem mostras, diversos indicadores, de que há uma super utilização de tecnologia que nem sempre é em proveito do beneficiário. É nesse sentido que a gente precisa evitar desperdício”, explicou.

Dados da ANS indicam que passa de 49 milhões o número de usuários de planos médico-hospitalares, incluindo levantamento deste mês. A expectativa do órgão é que, entre janeiro e fevereiro de 2013, os beneficiários totalizem 50 milhões. A agência contabiliza ainda 17 milhões de usuários de planos odontológicos.

Fonte: www.dci.com.br


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Médicos: sindicatos contra alteração a regras de trabalho noturno e urgências

Os sindicatos médicos contestaram a proposta do Ministério da Saúde de alterar as regras da dispensa de trabalho noturno e nas urgências, uma divergência que estará em cima da mesa na próxima ronda negocial, que será na terça-feira.

Saúde Empresarial, por Redação

Por que pancadas na cabeça geram reações tão diferentes?

Pessoas sofrem pancadas graves na cabeça o tempo todo, o que pode ocorrer em esportes como o boxe e o futebol, mas acontece principalmente em acidentes de automóvel.

Saúde Empresarial, por Redação

Planos de saúde terão que ter índice de reajustes em contratos

A Agência Nacional de Saúde publicou nesta sexta-feira no "Diário Oficial da União" a regulamentação dos critérios de reajuste dos planos de saúde, tornando obrigatório no contrato informações sobre a periodicidade dos ajustes e o índice que será utilizado.

Saúde Empresarial, por Redação

SUS apresenta campanha nacional de vacinação contra a gripe

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, apresentaram nesta terça-feira a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe. A ação tem como objetivo imunizar 80% do público-alvo de 30

Deixe seu Comentário:

=