Publicado por Redação em Vida em Grupo - 27/03/2012 às 14:09:32

Acidentes Pessoais é porta de entrada para o consumo de seguros

Difusão do seguro também é impulsionada por estar acoplado a outras proteções, como a assistência viagem
 
O seguro de acidentes pessoais, conforme observam executivos do setor, ganha cada vez mais adeptos no país, especialmente quando se trata do público jovem, seguido de novos consumidores da classe C e pessoas da terceira idade. Isso acontece pelo aumento da consciência à exposição de riscos do consumidor jovem, pelo maior limite de idade para contratação, o que facilita a entrada de idosos e por se tratar de um seguro mais acessível para as classes emergentes.
 
O Diretor Geral da Unidade de Riscos de Pessoas do Grupo BB Mapfre, Bento Zanzini (foto),  observa que a adesão ao seguro de acidentes pessoais apresentou crescimento no país nos últimos anos. Em sua opinião, isso ocorre pelo fato de essa proteção, em alguns casos, ser a porta de entrada para o consumidor no mercado de seguros, sobretudo quando se trata do público jovem.
 
“Aos 18, 20 anos, o jovem pensa que é imortal, e não acredita que acontecerá alguma coisa que o leve à morte naturalmente. Porém, ele está mais alerta para acidentes, pois estes podem acontecer em estradas, ou durante a prática de esportes”, exemplifica.
 
Dessa maneira, em sua opinião, o jovem assimila a existência dos riscos e que a renda oriunda de seu trabalho pode fazer falta para os familiares, caso lhe ocorra um acidente.
 
Outros fatores que impulsionam a difusão desse seguro, de acordo com o diretor, são outros tipo de proteções, como a assistência viagem. “É muito comum a contratação de assistência em viagens locais e para o exterior que estejam acopladas ao seguro de acidentes pessoais”.
 
Ainda sobre o amadurecimento do ramo, o executivo menciona que tem surgido cada vez mais corretores especializados por nicho. No caso do segmento de viagens, Zanzini explica que já há grupos de profissionais com grande foco nessa operação, o que facilita também a colocação do acidentes pessoais.
 
“A medida que existem variantes do seguro de acidentes pessoais, que permitam juntá-lo com outras necessidades a serem atendidas, o seguro se torna muito mais relevante, pois dá mais opções para o segurado”.
 
Público diversificado
 
O seguro de acidentes pessoais oferece diversas oportunidades de contratação, o que colabora, consequentemente, para a comercialização via corretor de seguros, na opinião da gerente comercial da área de Vida e Previdência da Porto Seguro, Fernanda Guiné (foto).
 
Ela observa também uma diversificação no que tange ao público consumidor do produto, que engloba jovens, atentos à exposição elevada a acidentes; pessoas da terceira idade, já que a proteção disponibiliza limite maior de idade para adesão; e também os novos entrantes da classe C, por se tratar de um seguro mais acessível, quando comparado a um seguro de vida, por exemplo.
 
“A tendência a sofrer um acidente para o público jovem é maior, em relação ao público mais velho. Então, ele privilegia o acidentes pessoais, pois se vê mais exposto, até mesmo em função da violência”, pondera Fernanda.
 
Outro perfil de segurado são os estagiários, por conta da obrigatoriedade de contratação do seguro por lei. De acordo com a ela, já há, inclusive, corretores especializados na venda para esse público.
 
Por se tratar de um seguro cuja comercialização é simplificada, o acidentes pessoais se torna cada vez mais atrativo ao corretor. “O corretor tem facilidade na venda do produto, pois é simples, sem burocracia, possui custo único, e dependendo da importância segurada, não exige declaração de saúde”.
 
A Porto Seguro disponibiliza a proteção tanto na modalidade individual, quanto na coletiva, que abrange empresas e estabelecimentos de ensino. Para colaborar com o corretor na conscientização dos possíveis segurados, a seguradora oferece treinamentos e utiliza diversos meios de comunicação com informações sobre o seguro.
 
“Embora seja um seguro mais restrito, em relação à coberturas, não estamos livres de ter um acidente pessoal doméstico, no trânsito, e esse seguro oferece segurança e proteção, tanto para o segurado, quanto para sua família”, enfatiza Fernanda.

Fonte: segs


Posts relacionados

Vida em Grupo, por Redação

Muito além de corretagem: Victory Apresenta novo conceito de consultoria de benefícios no CONARH

Durante o CONARH – 39º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, que acontece entre os dias 19 e 22 de agosto, em São Paulo, a Victory Consulting vai apresentar em seu estande um novo conceito de consultoria de corretagem. 

Vida em Grupo, por Redação

Susep terá mais poderes

O projeto de lei que pretende mudar a natureza jurídica da Superintendência Nacional de Seguros (Susep) está praticamente pronto e deverá incluir novas regras para os contratos de seguros, afirmou ao o presidente da autarquia, Luciano Santanna.

Vida em Grupo, por Redação

Redução de juros está no radar do mercado de seguros

A décima redução seguida dos juros evidencia ainda mais a necessidade de as seguradoras fazerem na prática o que sabem melhor: subscrever e precificar riscos.

Vida em Grupo, por Redação

Surge a primeira microsseguradora

A Newprev Previdência Privada é a primeira empresa a declarar à Susep a sua intenção de operar como sociedade microsseguradora nos ramos vida e de danos.

Vida em Grupo, por Redação

Executivo precavido tem ações, previdência e seguro de vida

Especialistas indicam a carteira ideal de investimentos para garantir rentabilidade e proteção do curto ao longo prazo

Vida em Grupo, por Redação

Projeto de lei pretende obrigar empresas a dar seguro de vida

Um projeto de lei obriga todas as pessoas jurídicas inscritas no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) do Ministério da Fazenda a contratar seguro de vida para seus empregados.

Vida em Grupo, por Redação

Mercado de seguros cresce 21,5% no Nordeste

Até a segunda metade da década de 90, o mercado de seguros no Brasil não apresentava um quadro de crescimento tão expressivo. O índice de participação no PIB alcançava apenas 1%. Isso era reflexo, em parte, dos produtos e das estratégias criadas pelas companhias seguradoras.

Vida em Grupo, por Redação

Mercado de seguros cresce 17% e movimenta R$ 218 bi em 2011

A despeito da desaceleração da economia e da perspectiva de crescimento mais comedido em 2012, o setor de seguros mantém previsões otimistas, com expansão acima dos 10% tanto para 2011 quanto para o ano que vem.

Deixe seu Comentário:

=