Publicado por Redação em Vida em Grupo - 30/07/2014 às 10:31:13

Acidentes no Trabalho - É melhor prevenir do que remediar

No dia 27 de julho foi comemorado o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Não somente nesta data, mas sim em todos os dias, devemos lembrar que, à medida que a economia progride, é fundamental que a segurança e saúde no trabalho se integrem às políticas de emprego e geração de renda. Isto implica na avaliação dos riscos e das medidas de gestão dos empregos.
 
Um trabalho saudável deve integrar a segurança e a saúde dos colaboradores. Mas a realidade é outra. Segundo dados recentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), no mundo todo, as doenças profissionais são a principal causa de mortes relacionadas ao trabalho. De acordo com estimativas do órgão, de um total de 2,34 milhões de acidentes com mortes a cada ano, apenas 321 mil são provenientes de acidentes. O restante, 2,02 milhões de mortes, são ocasionadas por diferentes tipos de patologias relacionadas à ocupação. Isso equivale a uma média de 5.500 mortes diariamente. O pior é que a maior parte das vítimas é de jovens entre 25 e 29 anos. Isso se deve ao descumprimento das normas básicas de proteção aos trabalhadores e as más condições nos ambientes laborais.
 
No Brasil, segundo a Previdência Social, há uma morte a cada três horas de jornada diária. A OIT assegura que isso representa 1,3 milhão de acidentes por ano com 2,5 mil mortes. O descumprimento das normas de proteção para os funcionários coloca o Brasil em quarto lugar no ranking mundial de países com alto grau de acidentes de trabalho, atrás apenas de China, Estados Unidos e Rússia. "É uma vergonha! Vale lembrar que após a criação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) houve uma diminuição gradativa do número de acidentes nas empresas, de forma geral. O FAP reduz ou aumenta a alíquota de contribuição previdenciária destinada a custear benefícios decorrentes de acidentes ou doenças do trabalho (as empresas que apresentam menor número de acidentes têm a alíquota reduzida enquanto aquelas que apresentam maior número de acidentes têm a alíquota aumentada). Mesmo assim, ainda estamos muito longe de ser referência nesse assunto", alerta o médico Renato Igino dos Santos.
 
Neste ano, a OIT focou sua campanha na prevenção de doenças ocupacionais. Vale lembrar que essas doenças têm um efeito extremamente negativo para os trabalhadores, suas famílias, para a empresa, e, principalmente, a sociedade como um todo. "As empresas não estão investindo como deveriam na prevenção de acidentes de trabalho, nem expondo aos seus funcionários a importância da utilização dos equipamentos para a saúde. É como diz o ditado: É melhor prevenir do que remediar", diz Igino. Para o médico, a maioria das empresas prefere responder à situação com outro dito popular, que diz: “Depois da casa arrombada é que se coloca tranca”. Sem dúvida, o valor gasto em melhorias no ambiente de trabalho compensa a perda de uma vida ou um funcionário afastado por motivo de doença. Por mais que se indenize ou pague uma pensão, o dinheiro não substituirá, jamais, a pessoa que morreu ou teve sequelas por causa de um acidente", alerta.
 
Prevenção
 
A prevenção é de total responsabilidade dos empregadores. Toda empresa deve ter treinamento pessoal, boas condições de trabalho e verificar quais setores estão vulneráveis. Além disso, cada profissão tem sua regulamentação com normas estabelecidas para evitar situações de risco. Os empresários devem se atentar a isso. O call center, por exemplo, deve ter regras para quantidade de intervalos, tudo para evitar lesões por esforços repetitivos. O mesmo vale para o caminhoneiro. Não adianta obrigar o profissional a dirigir por horas a fio e depois ter de conviver com o afastamento dele por causa de um problema na coluna. A regra tem de ser válida para toda  cadeia de profissionais. Lembremos que a prevenção é o método mais eficaz e menos oneroso do que o tratamento e o processo de reabilitação.

Fonte: http://www.segs.com.br/


Posts relacionados

Vida em Grupo, por Redação

Consumidores buscam mais proteção e elevam venda de auxílio funeral

Os números que retratam o desempenho do ramo de pessoas no país, divulgados periodicamente pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) não deixam dúvida quanto ao espetacular crescimento dos produtos de assistência.

Vida em Grupo, por Redação

Seguradoras afirmam que não vão trabalhar com agentes de seguros

A audiência pública da Susep, referente a resolução do CNSP que disciplina a atuação do agente de seguros, foi um dos assuntos

Vida em Grupo, por Redação

Susep passa integrar Subgrupo de Transparência de Resseguro

Na última reunião do Subcomite de Resseguros da IAIS (Associação Internacional de Supervisores de Seguros), da qual a Superintendência de Seguros Privados (Susep) é membro, realizada em novembro do no passado, em Washington (EUA),

Vida em Grupo, por Redação

Seguro de vida é melhor que plano de saúde?

Seguro de vida e plano de saúde são produtos com objetivos diferentes. A contratação de um seguro de vida tem a finalidade de garantir a estabilidade financeira a seus familiares, por período determinado, em caso de morte ou de invalidez.

Vida em Grupo, por Redação

CNSP regulamenta microsseguro

Além de disciplinar os produtos para a baixa renda, órgão também estabelece as regras para criação e funcionamento das entidades autorreguladoras da corretagem de seguros

Deixe seu Comentário:

=