Publicado por Redação em Gestão do RH | 22/09/2021 às 11:13:34

90% dos brasileiros querem que as empresas exijam a vacinação na volta aos escritórios, diz LinkedIn



Com o avanço da vacinação e a diminuição gradual das restrições relacionadas à pandemia de Covid-19 em todo o país, as empresas e os profissionais que puderam trabalhar remotamente estão voltando aos escritórios. Alguns profissionais já estão indo presencialmente há alguns meses.

E de acordo com uma pesquisa do LinkedIn, divulgada na última quinta-feira (16), 90% dos brasileiros acreditam que é importante que as empresas exijam a vacinação contra Covid-19 nesta volta.

A pesquisa foi realizada em agosto e contou com mais de 1 mil entrevistados que trabalhavam no escritório antes da pandemia e que tiveram que exercer suas funções de casa em algum momento devido às restrições/protocolos de segurança.

Ainda, segundo a empresa, o Brasil apresenta uma das maiores porcentagens neste quesito, ficando à frente de outros países, como Espanha (71%) e México (86%) – únicos países que incluíram essa questão em suas respectivas pesquisas.

Em termos de segurança diante do avanço da pandemia, 84% dos entrevistados afirmam que os testes contra Covid-19 são, de alguma forma, relevantes para o retorno aos escritórios e 85% dizem que perguntarão para seus gerentes, colegas e outras pessoas que interagem diariamente se eles tomaram a vacina.

Milton Beck, diretor geral do LinkedIn para América Latina, afirma que as medidas de saúde e segurança são uma preocupação ao redor do mundo, mas é possível perceber que para os profissionais brasileiros a vacina é essencial.

“Como nunca tivemos um cenário similar, este momento é muito mais de dúvidas do que de certezas. Essa é a perspectiva dos funcionários do Brasil. Fica evidente que estão dispostos a voltar para o ambiente físico de trabalho, mas precisam se sentir seguros para isso”, afirma.

Modelos de trabalho

Inclusive, o estudo também fez uma análise sobre os modelos de trabalhos: 43% dos entrevistados preferem o modelo híbrido de trabalho onde uma parte do tempo é passada de casa e a outra em algum espaço físico da empresa. Outros 27% dizem preferir estar na empresa presencialmente durante 100% de sua jornada e 30% dizem que gostariam de fazer home office em tempo integral.

InfoMoney publicou uma reportagem nesta sexta (17) que mostra uma tendência global ao trabalho híbrido. Uma pesquisa da consultoria de RH Adecco considera que esse modelo já se consolidou como o formato de trabalho oficial da era pós-pandemia.

Entre os motivos apontados por aqueles que afirmaram que preferem trabalhar de casa estão: evitar o transporte diário para chegar aos escritórios (45%), ter uma vida profissional mais balanceada (45%), ser mais produtivo(a) (33%), manter a saúde mental em dia (31%) e facilitar o cuidado com os filhos, já que não há a necessidade de estar presencialmente 100% do tempo (20%).

Já os profissionais que gostariam de estar no escritório em algum momento acreditam ser mais produtivos no ambiente de trabalho (51%), além de terem a possibilidade de estarem perto de outras pessoas e colegas (46%) e ter as oportunidades de carreira ao se relacionarem presencialmente com os times (41%).

A pesquisa também mostra que embora a maioria das pessoas afirme querer o trabalho híbrido, mais de 56% concordam que há um estigma negativo para aqueles que trabalham remotamente. Eles entendem que quem estiver nos escritórios tende a ser favorecido pelo gestor e colegas mais sêniores, devido à proximidade e acompanhamento do trabalho – o que impactaria o desenvolvimento de suas carreiras.

Segundo Beck, as empresas brasileiras ainda valorizam muito a presença física e entendem que o fato do(a) profissional estar no escritório e cumprir uma jornada de oito horas é melhor do que a pessoa estar em casa – mesmo se os níveis de produtividade forem iguais.

“Mas já é possível perceber que este é um pensamento que não corresponde à realidade. Estamos vendo novos modelos que exigem confiança entre os trabalhadores e as empresas e que mostram que é possível avaliar pelas entregas e não pelas horas na frente do computador. Não há uma fórmula mágica e, daqui para frente, teremos que testar para entender o que é melhor”, conclui Milton Beck.



Fonte: InfoMoney


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