Publicado por Redação em Gestão do RH - 03/06/2026 às 00:12:55

IA não é a verdadeira causa das demissões em massa, diz CEO da Adecco

Uma pesquisa do Adecco Group aponta que a IA substituiu menos de 2% dos profissionais desligados recentemente

A Meta demitiu 8 mil funcionários no dia 20 de maio, enquanto acelera seus investimentos em inteligência artificial. A bigtech promete recompensar os acionistas com o sucesso da adoção da nova tecnologia.

Não é um caso isolado. Em 2026, o setor de tecnologia registrou o maior volume de demissões desde a reviravolta provocada pela pandemia. Os empregadores justificaram a maioria desses cortes como consequência da integração da IA, alimentando o medo de que a automação já esteja substituindo milhares de postos de trabalho.

Porém, uma análise mais atenta dos dados revela uma realidade diferente. Por trás das demissões, escondem-se o mau desempenho financeiro, uma falsa “esperança” na IA e uma infinidade de outros motivos estruturais.

O CEO do Adecco GroupDenis Machuel, afirma que, segundo pesquisas realizadas pela consultoria há três meses com profissionais recém-desligados, a realidade passa longe do alarme geral. “Apenas 1,4% dessas pessoas foram, de fato, substituídas pela IA“, afirma o executivo.

Na prática, as empresas planejam os cortes para eliminar funcionários que consideram “peso em excesso”. O impacto real, no entanto, é prejudicial: as demissões geram sobrecarga maior pressão nas equipes que ficam.

Nesse cenário, a inteligência artificial serve como uma cortina de fumaça bastante conveniente. “Se você olhar para os fatos e para os planos de reestruturação que as empresas estão executando, a realidade é bem diferente do que presumimos”, alerta Machuel. “Essa narrativa de justificar cortes pela implementação da IA é uma maneira fácil de as corporações parecerem atraentes e produtivas para os mercados financeiros.”


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